domingo, 15 de novembro de 2009

Antônio Carlos Jobim - Ao Vivo em Minas piano e voz [1981]


Seriam, queridos Tom & Poetinha, os butecos do Além tão perfeitamente imperfeitinhos como os nossos? Em meio a uma discussão acalorada de mesa de bar alguém disse: o Tom é o George Gershwin brasileiro!... Ao que o outro retrucou: corrija isso, o Gershwin é que é o Jobim americano! De minha parte eu sei lá quem é maior que o outro, só sei que ali estava um belo exemplo para explicar a expressão "briga de cachorro grande"...

Em 8 de dezembro do corrente completaremos 15 anos sem a companhia do, em minha opinião, maior artista popular do Brasil! Neste álbum, distribuído (e fora de catálogo) pela Biscoito Fino, podemos experimentar uma sensação de quase intimidade com o Tom. É possível ouvi-lo arfando ao piano, com aquela respiração pesada, característica de quem digamos, deu uma leve sacrificadinha na saúde em detrimento da bohemia, entre uma canção genial e outra. O texto abaixo fazia parte do encarte do CD e conta a história desse show quando os astros lá do firmamento conspiraram para um dos mais emocionantes registros da carreira do nosso artista maior - talvez, clima semelhante fosse e foi possível encontrar no show que Tom realizou no Arpoador, pouco antes de partir. Eu estava lá. E uma das... aliás, nada de "uma das", a cena mais antológica que presenciei num show musical aconteceu naquela quente tarde/noite de verão: enquanto Tom cantava Samba do Avião, um avião Electra voando baixinho - fazia a Ponte Rio-São Paulo - atravessou o céu por sobre o palco, desaparecendo atrás dos Dois Irmãos. Como se a alegoria fizesse parte do roteiro do show, a platéia foi ao delírio! E quem esteve naquela apresentação, jamais esquecerá esse momento mágico. Eram outras épocas, outro Rio, outros pilotos certamente, pilotando aeroplanos mais românticos... Estava no roteiro do show. Não foi mero acidente.

Texto do Encarte:

"Foi durante as águas de março de 1981 que o público presente no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, assistiu pela primeira vez, em 20 anos, a um recital de Antonio Carlos Jobim na capital mineira. Ainda tocado pela perda do poetinha Vinicius de Moraes, que morrera há menos de um ano, Tom recriou de maneira particularmente emocionada algo essencial de seu cancioneiro e homenageou seus principais parceiros de vida e música.

Só com o piano, Tom cantou, tocou e conversou, soberano das artes seja em que palácio for, como se estivesse na sala de visitas de sua própria casa – ou na sala de qualquer um de nós. São 18 músicas, duas com Newton Mendonça, duas com Dolores Duran, duas com Aloysio de Oliveira, uma com Chico Buarque, sete com Vinicius, quatro só de Tom. Era o segundo e último dia de apresentação do maestro em Belo Horizonte, a convite de uma fundação local. O jornal Estado de Minas de 15 de março de 1981 publicava uma discreta foto de Jobim com a flauta e anunciava o concerto às 21h, “com os ingressos custando 600 cruzeiros”.

De saída, Tom demonstrou que a noite seria mesmo confessional: “Não sou muito de fazer show. Quem me levou pra este negócio foi o Vinicius, o Toquinho, A Miúcha”. E prosseguiu: “É fácil fazer show escorado em músicos, parceiros, orquestra grande. (Desta vez) preferimos fazer uma coisa mais íntima porque a gente não pode ser aquele menino tímido pra sempre, né?”, gracejou o maestro, no plural, como se falasse também pelo piano, antes de dedicar o show aos parceiros, “que muito me ajudaram”.

O primeiro parceiro citado foi Newton Mendonça, em Desafinado e Samba de uma Nota Só, dois dos maiores standards internacionais da obra de Jobim. Sobre a primeira, contou o maestro que a princípio “ninguém quis gravar, os editores não queriam editar e nem João Gilberto quis nada com ela”. E emendou com uma ouverture só conhecida pelos iniciados: “Quando eu vou cantar / você não deixa / e sempre vem a mesma queixa / diz que eu desafino / que não sei cantar / você tão bonita / mas tua beleza também pode se enganar / se você disser que eu desafino amor...” Segundo o escritor Ruy Castro, no livro Chega de Saudade, a introdução teria sido composta sem Newton, com letra de Ronaldo Bôscoli.

Em seguida, Jobim falou de “uma moça chamada Dolores Duran. Eu tava fazendo uma música com Vinicius. Fomos à rádio nacional e lá estava a Dolores. Toquei a música, ela tirou o lápis de sobrancelha da bolsinha, em cinco minutos escreveu a letra e botou assim: Vinicius, dois pontos. Outra letra é covardia”. Tom tocou Por Causa de Você, a obra prima tirada da caixa de maquiagem de Dolores Duran, e engatou outra parceria com Dolores, Estrada do Sol, a única de todo o concerto executada em versão instrumental.

O início da parceria com Vinicius de Moraes já foi esmiuçado por diversos pesquisadores. Mas nada como ouvir contada por Tom. “Ele era diplomata e veio de Paris com a idéia de fazer uma peça de teatro chamada Orfeu da Conceição. Chegou no Rio e procurou um músico para compor com ele as músicas da peça”, disse, como quem confidencia ao ouvido de cada espectador. Confirmou que o primeiro a ser procurado por Vinicius foi o veterano Vadico que, adoentado, recusou a oferta. Até que se deu o mitológico encontro no Bar Vilarino, no centro do Rio, numa noite de 1956.

“Lucio Rangel me apresentou ao Vinicius, que me levou ao grande mundo carioca, em casas com pianos de cauda e senhoras bem lavadas. Eu andava com uma pastinha cheia de arranjos, competindo com o aluguel. Perguntei: Escuta tem um dinheirinho nisso? Lucio ficou escandalizado: ô Tom Jobim, esse aí é o poeta Vinicius de Moraes. Eu digo, ah bom” recorda, sob a cumplicidade de risos radiantes. Tom mencionou “alguns sambas meio bobos jogados na lata do lixo, até que apareceu um samba bom”, e iniciou uma seqüência de tirar o fôlego: Se Todos Fossem Iguais a Você, Água de Beber, Eu não Existo sem Você, Modinha, Chega de Saudade.

Dindi e Eu Preciso de Você representam a parceria com Aloysio de Oliveira, que alguns anos antes produzira o disco Tom e Elis. Depois de Aloysio, Tom falou de um certo “parceiro meu de olhos azuis, que dizem que são verdes, depende da luz do dia. O rapaz é um gênio, é craque mesmo, tipo Pelé, Garrincha”, situa, antes de proporcionar ao público uma apresentação magistral de Retrato em Branco e Preto. No piano, o contraponto dos graves, com as teclas agudas solando a melodia, deram a medida dos dias tristes e noites claras propostas pela letra de Chico Buarque de Hollanda.

Conhecedor das pedras do caminho, Jobim anunciou, por fim: “um rapaz aqui um tanto dispersivo. Meu parceiro também, um tal de Tom Jobim”. A introdução de Corcovado fez Belo Horizonte vislumbrar o Redentor de alguma janela do Palácio das Artes. Os olhos de Lígia abrangem versos pouco conhecidos: “Você se aproxima de mim / com esses modos estranhos / eu digo que sim / mas seus olhos castanhos / me metem mais medo que um dia de sol”, antecipando o samba-choro Falando de Amor. No final, a enxurrada melódica e poética de Águas de Março e o bis de Garota de Ipanema. Antonio Carlos Jobim em Minas nos transforma em testemunhas auditivas e sensoriais de uma das mais felizes noites da história da música brasileira."


Antônio Carlos Jobim - Ao Vivo em Minas - piano e voz [1981]



sábado, 14 de novembro de 2009

E ELE$ NÃO E$MORECEM!


Estava louco pra voltar a postar os meus disquinhos mas isso aqui está muito mais divertido!

Essa deu no Estadão e data de 17/09/2009. Vontade eu tô mas em nome da piada, eu não vou nem comentar:

"Antes de comprar uma música online no iTunes, o usuário pode ouvir um pequeno trecho da canção, certo? Talvez não. Em mais um capítulo na batalha pela música na internet, executivos da indústria musical agora querem cobrar por esses 30 segundos de demonstração.

Na opinião de um dos chefes da indústria, os samples devem receber tratamento similar às reproduções em rádio ou na trilha sonora de filmes. Nesses casos, quem possui os direitos autorais recebe uma quantia por cada reprodução.

"Se você assiste a um programa na televisão, existe uma taxa de exibição sendo coletada. Se o mesmo programa é baixado via iTunes, não. Nós argumentamos que a lei precisa esclarecer que, independente do método pelo qual o consumidor tem acesso à performance, existe uma taxa a ser cobrada", justificou à CNet o presidente da Associação Nacional de Editores de Música dos Estados Unidos, David Israelite.

Recentemente, a Apple aumentou o preço das músicas vendidas pelo iTunes, gerando protestos de muitos usuários. Especialistas da área indicam que a iniciativa dos executivos do setor musical pode levar a outros reajustes."

FONTE


Por favor, navegador, leia a postagem a baixo...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

EM CARÁTER DE URGÊNCIA URGENTÍSSIMA (Separando o joio do trigo)

Recebi a informação por e-mail de um blogueiro ilustre e dos mais antigos da blogsfera. Se ele não me pede para citá-lo - por esquecimento ou porque isso não tem a menor importância diante da urgência do fato - não citarei. FONTE DO TEXTO ABAIXO.

Um novo estudo reafirma que pessoas que fazem download ilegal compram mais músicas do que aquelas que não baixam faixas online. A pesquisa, feita pela Ipsos Mir, entrevistou mil usuários de internet no Reino Unido, com idade entre 16 e 50 anos.

A pesquisa revelou que aqueles que baixam música de forma ilegal gastam em média £77 ao ano em música. Isso é £33 a mais por ano do que o que é gasto por aqueles que não fazem isso. Dos participantes, 10% admitiram a prática de download ilegal.

Com o Governo do Reino Unido e a indústria musical tentando aprovar uma legislação mais dura para evitar a pirataria, isso traz a tona a seguinte questão: essas medidas poderiam realmente ser eficazes e levar a melhora das vendas de música?

Peter Bradwell da Demos (o grupo de financiou o estudo), pondera o seguinte: "Os políticos e as empresas de música têm de reconhecer que a natureza do consumo da música mudou, e os consumidores estão exigindo preços menores e facilidade ao acesso”

Foram vistos resultados semelhantes em estudos anteriores sobre o download de músicas. Estudo de 2005 revelou que a compra de quem baixa músicas ilegais é 4,5 vezes maior do que os consumidores regulares que não fazem isso.

MINHA OPINIÃO:

Sendo essa casa um blog com acesso ilimitado, faz sempre necessário repetir o já dito aqui 1000 vzs...: Mas essa pesquisa é de uma obviedade tão já fundamentada, q fica até chato se repetir e reiterar e redundar e reargumentar as mesmas idéias que qualquer pessoa com o mínimo de raciocínio lógico já chegou a mesma conclusão há séculos! Pessoas q pesquisam música na internet, o fazem porque gostam de música e consomem música. Algumas tem dinheiro e querem comprar, outras, as inevitáveis, só querem levar vantagem. A terceira categoria - ou porque não tem dinheiro, ou porque tem, mas e é mais maluca do que as que não tem - ainda publicam blogs, para dividir com o mundo as suas descobertas nesse campo. E aí é o mundo q decide se compra, se só baixa e é malandrinho ou se nem uma coisa nem outra, fica na ignorância, não quer saber desse negócio vadio de música, arte e cultura, sei lá... prefere trabalhar. De preferência na DMCA!


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

... E POLÍTICO TOO!


Hey! Você me conhece! ...

Tudo bem, tire a barbicha de bode, esse senso de tudo por dinheiro, a porra da cartola DmôóD... Aliás, substitua! Por uma com as cores que traduzem tradição. Essa é fashion. Ah! Eu não fascino pela minha disciplina - aliás, tô doidão. O dedo em riste pódeixar! Não é de seta, ele só me justifica.

E eis aqui um bom perfio de frente. Olho no olho. Eu não vim para confundir, vim pra dizer que estou pra ficar. Ah, craro, bebi. Minto! Tô bebenu. Na doidera, demiti o técnico em comunicação visual. O mané era muito tio(zinho) sam pro meu gosto...

em tempo: tou um pouco mais gordo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Porra loca é o caralho!


Dá-nos um segundo da lucidez de um Bukowski, que até essas luzinhas bucólicas, tecnikitsch de natal e de noel... Essas mesmas que regem as nossas vidinhas pueris consumistas, vão piscar como o cu do malévolo e nunca mais se apagarão por completo! Aliás, nossa vida com o impublicável é um eterno lusco-fosco.


Se vai tentar

siga em frente.


Senão, nem comece!
Isso pode significar perder namoradas
esposas, família, trabalho...e talvez a cabeça.

Pode significar ficar sem comer por dias,
Pode significar congelar em um parque,
Pode significar cadeia,
Pode significar caçoadas, desolação...


A desolação é o presente
O resto é uma prova de sua paciência,
do quanto realmente quis fazer
E farei, apesar do menosprezo
E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar.

Se vai tentar,
Vá em frente.
Não há outro sentimento como este
Ficará sozinho com os Deuses
E as noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso perfeito
É a única coisa que vale a pena.


Charles Bukowski

Texto cortesia: Canbeck

Help! O próximo a chegar acende a luz!


APAGÃO SEMPRE EXISTIU, O QUE EVOLUI É A CIRCUNFERÊNCIA DO BURACO E OS PRÓ-FUNDEZA-DO-POÇO.


Ilustrou a charge o bom e velho Pieter Brueghel

terça-feira, 10 de novembro de 2009

John Coltrane (Dakar) 1957



John Coltrane (tenor sax)
Pepper Adams, Cecil Payne (barítono sax)
Mal Waldron (piano)
Doug Watkins (baixo)
Art Taylor (bateria)

Gravado no Rudy Van Gelder Studio
Hackensack, NJ, April 20, 1957

John Coltrane (Dakar) 1957

domingo, 8 de novembro de 2009

HABEMUS PORCO!


Com moderação tá de bom tamanho...

Servido à pururuca numa acalorada Maracantina tijucana "Mário Filho" no domingo 8/11/2009, (in)felizmente, não sobrou nem o rabicó do tal do polrco. Aliás, verdão (já) era o alface. Fuli, fuli, fuli, fulá.
Andiamo
, Tricolor! I love you and...


YES, WE CAN!

Ps. de última hora importantíssimo: totalmente contrário a matança dos bichinhos indefesos pela indústria da carne e unilateralmente a favor do direito à vida animal, informamos que tanto o leitãozinho como mesmo as alfaces da foto são cenográficos e que nenhum animal foi sacrificado para a realização desta postagem, excetuando os parmerenses, é craro.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

K entre nós: psssssssssssssó no sapatinho


Já que o natal se aproxima, K entre nozes, a 1ª vez que postei inadvertidamente um álbum dos Chaves (de cadeia) Negra, tomei-lhe uma chamada pela retaguarda do Todo Poderoso Mercadodeusificadossejaovossonome..., que não entendi nada. Talvez tenha sido a rasteira mais rápida da Blogsfera - no mesmo dia praticamente já estava deletado. Até a ocasião era feliz e não tinha noção. Nem sabia o poder multitentacular do TPM - uma coisa assim como uma hidra, com uma centena de cabeças de bagre -, muito menos ouvira falar de sua polícia repressora a DMCA(disco na Rede tá enquadrado). Então recomendo que sejas breve no resgate e nem questione de quem se trata. Não assunte. Aja. Uma forma de dichavar o Todo Poderoso é não dizer muito sobre o artista. As pistas são: gostas de rock? E se gostas conheces os Black Keys? Phodeu, falei demais.


Gravado pelo líder da banda acima citada, em seu projeto solo inaugural em estúdio caseiro do próprio lar doce lar, esse álbum foi um achado! Aqui a levada é mais individual intimista, tem folk de raiz, muito blues podreroso, o hardrock objetivo que caracteriza os BK, mas tudo com um frescor que dificilmente encontramos na produção roqueira do 3º milênio. Dos melhores álbuns do gênero do ano, seguramente. Não fosse por isso, não bancaria essa guerrinha de Tom & Jerry - não mais em nome do roquenrou. Há também outro bom porém: tenho um palpite infeliz de que esse álbum não sai no Brasil nem a pau. Infim... se essa é a tua praia, vai aí.


terça-feira, 27 de outubro de 2009

NUM BAILE DE 'ORQUESTRA LUNAR' AS DAMAS TIRAM OS CAVALHEIROS PARA BAILAR



E lá fui eu dar a minha caminhada na Lagoa (Rodrigo de Freitas), aproveitando o ensejo para passar na casa da amiga Manoela Marinho, a Manu do Cavaquinho. Eu, feliz da vida, acreditando que, com exclusividade, apresentaria o 1º álbum da Orquestra Lunar, como também, o meu inaugural inédito de MPB autorizado por uma das artistas fundadoras do grupo... Importante, não? Eu também me achei. E seria se o disco já não tivesse vazado na blogsfera e estufado a Rede de convivência interplanetária. Era de se admirar? Acho que não, dada a qualidade da música contida naquele CD e dos antenados coleguinas blogueiros do "Música da Boa" e "Um que Tenha", sempre na pista de mais e melhores artistas inéditos para nos apresentar. Pera lá, eu disse Um que tenha? Aquele que teve e já não tinha mais? Vá e veja. O UqT voltou! Deu uma parada estratégica nos boxes, mas já está de volta à pista com força e com vontade! Então tá zuzo!

Quanto a exclusiva da Orquestra... Bem, condição sinequanon para ter-se obrigação de ser o 1º, pra mim já foi. Foi naquela hora crucial quando papai e mamãe, também a seu modo, bailavam... Algo me dizia que aquela era a hora H de desembestar na frente. Então, aqui e agora, pacero, resta-me o consolo de ter de papel passado autorização para postar esse disquinho precioso. Isso a concorrência não teve. Agora, deixemos de papo furado, calce logo o bicolor, leitor, e pode baixar esse trem -de pouso- que deu teto na pista. Ela é toda tua!


RELEASE

Orquestra Lunar

A Orquestra Lunar nasceu numa noite da Lapa atual. Nessa nova Lapa que traz de volta o maravilhoso hábito de dançar ao som de música ao vivo e que enche os palcos do histórico centro carioca de grupos de grandes formações. Essas verdadeiras “orquestras de gafieira” redescobrindo sambas, choros, maxixes, baiões e apresentando uma nova safra de composições, ganham um público cada vez maior.

O grupo é formado por dez mulheres, que trazem em sua bagagem musical muitas vivências e estilos, e é dessa convivência criativa e da experiência de bailes e shows, que surge a marca da orquestra: um som vibrante, dançante e brasileiro. É esse som que a Orquestra Lunar mostrou em seu CD “Orquestra Lunar” lançado no dia 4 de Dezembro de 2007, no Teatro Rival, pelo selo Radio MEC, através de arranjos próprios e um repertório todo de mulheres compositoras, cuidadosamente escolhido entre músicas que atravessam as décadas por sua força e outras que chegaram agora soprando os novos ventos. A Orquestra ficou entre os três finalistas na categoria de Melhor Grupo de MPB do Prêmio TIM 2008.


Orquestra Lunar:
Áurea Martins e Vika Barcellos (vozes), Sheila Zagury (piano), Mônica Ávila (sax alto e flauta), Kátia Preta Nascimento (trombone), Sueli Faria (sax barítono e flauta), Manoela Marinho (violão e cavaquinho), Geórgia Câmara (bateria e pandeiro), Luciana Requião (baixo) e Samantha Rennó (percussão e vibrafone)

Convidadas: Dona Ivone Lara, Daniela Spielmann, Vera de Andrade, Cristina Bhering, Ana Costa, Ângela Suarez, Daniela Rennó e Délia Fischer.


ORQUESTRA LUNAR - 2007 NOVO LINK


Beijo para você Manuka e toda a Orquestra. Que brilhem e reluzam muito (mais ainda) nas pistas deste país e mundo a fora!

sábado, 24 de outubro de 2009

Shiii, Vazô.



Alguém vazaste, não sei quem foste. Só sei que é como todos os álbuns que esse cara faz: agradabílissimo de se ouvir. Então só quero compartilhar o prazer que estou tendo de ouvir primeiro.

Mas, aí... assim que lançar tu vê se compra, hein, mão de vaca.


Músicas:

Just One Of Those Things

I'm All Over It

Wheels

If I Ruled The World

You And Me Are Gone

Don't Stop He Music

Love Ain't Gonna Let You Down

Mixtape

I Think, I Love

We Run Things

Not While I'm Around

Music Is Through


26/10/09 Bem, hora da pior parte: dizdizer o escrito e assinado com firma reconhecida. Apaga tudo q está escrito aí encima. Abstraia essa parte, navegante amigo. Simplesmente, traído pelo entusiasmo, me precipitei. Persuit é fraquíssimo! Um disco totalmente visando o mercado. O Jamie poderia ter negociado o seu bom nome e credibilidade dizendo: "tudo bem, tubarão, eu faço/cometo/vendo a minha alma a você, mas não assino!" E dado essa coleção de babas pra Beyonce, Rhianna e , principalmente a Celine Dion interpretar.


O meu erro foi ter confiado nas duas primeiras faixas do álbum, afinal de contas Jamie Cullum com seus 3 discos anteriores (os que conheço) merecia créditos. Herrei com H maiúsculo. Peço perdão e prometo que não haverá uma próxima patinada como essa. Afinal, o Jaminho pode até ter esquecido a regra, mas o Sergio Sônico tem um nome a zelar!

Em tempo: mas ao menos foi a tempo. O disco nem saiu ainda e eu, se fosse você, ouviria muito e bem, antes de comprar.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

As brandas palavras do Poder:

"PM admite erro na morte do coordenador do AfroReggae"

"admite erro"?

O único fato impossível de ser abrandadado: morte.

FONTE

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Benny Bailey with Francy Boland, Kenny Clarke and Big Band

Vai vendo...
video

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Benny Bailey (Grand Slam) 1978



Em casos assim, eu, um incompetente pra falar, sinto-me sumidade para indicar. Ouça tbm por aqui, a tijolada jazzy do mesmo Bailey,
Soul Eyes
1968.

It is a bit ironic that Benny Bailey is best known for his contributions to the famous Eddie Harris/Les McCann Swiss Movement album, since he admitted later on that he did not care for the funky music. An extroverted and highly expressive player who mostly appeared in boppish settings, Bailey's longtime residence in Europe resulted in him gaining less fame (although probably more work) than if he had spent more time in the U.S.

Bailey had some training on piano and flute early in his career, switched permanently to trumpet, and studied at the Cleveland Conservatory of Music. In the early 1940s, he played with groups led by Bull Moose Jackson and Scatman Crothers. After gigging with Jay McShann, he was with Dizzy Gillespie's big band from 1947-1948, and then became a key member of the Lionel Hampton Orchestra (1948-1953). The trumpeter left Hampton during a European tour, settling overseas. He spent a long period in Sweden, working with Harry Arnold's big band (1957-1959), recording with Stan Getz and touring with Quincy Jones (1959). A brief visit to the United States in 1960 (during which he recorded a near-classic album for Candid, Big Brass) was followed by his relocation to Germany. Bailey worked steadily, recording with Eric Dolphy in 1961, being featured with the Kenny Clarke-Francy Boland Big Band, touring with George Gruntz's Concert Jazz band, and in 1986 he became a member of the Paris Reunion Band. In addition to the Candid date, Bailey led sessions for many European labels, including Sonet, Metronome, Saba, Freedom, Enja, Ego, Hot House, and Gemini, plus an American set in 1978 for Jazzcraft. But it is his explosive solos on "Cold Duck Time" and "Compared to What" from the Harris/McCann concert (now also available on video) that made him most famous. Bailey recorded a well-received tribute to Louis Armstrong titled The Satchmo Legacy in 2000 and maintained an active touring schedule. The veteran trumpeter passed away April 15, 2005 at his home in Amsterdam.

Trumpeter Benny Bailey was teamed with veteran tenor-saxophonist Charlie Rouse on this hard-blowing quintet date. The fresh material (two songs by Fritz Pauer who arranged the date, a pair from Bailey and one by Pepper Adams) inspires the soloists to play near their peak. With a fine rhythm section (pianist Richard Wyands, bassist Sam Jones and drummer Billy Hart) pushing the horns, this set is even better than expected.

Sott Yanow (allmusic.com)


Benny Bailey (Grand Slam) 1978


domingo, 18 de outubro de 2009

Hod O'Brien - Ridin High [1990]



A masterful bop-based improviser... his lines unfolding with an impressive blend of precision and propulsive swing."
- Don Heckman, Los Angeles Times

"The best bebop pianist this side of Barry Harris."
- Len Dobbin, The Montreal Mirror

"A most extraordinary distinguished musician... second generation of bebop pianomen... more elegant expression - his stroke is both stringent and sparkling... he creates intimacy"
- Boris Rabinowitsch, Politiken, Copenhagen, Denmark

"Unsung hero of Jazz... master of classic bebop piano"
- Scott Yanow, L.A. Scene

"Im-psionante!"

- Sergio, Sergio Sônico

Although he has never had much fame, Hod O'Brien was one of the top bebop pianists of the 1990s. His style is straight from Bud Powell and Al Haig (there are no Bill Evans voicings), yet does not sound derivative and reflects his own musical personality. On this excellent CD, O'Brien is teamed with bassist Ray Drummond and drummer Kenny Washington in a trio. He performs seven standards (including "There's No You," "You & the Night & the Music," and "Yardbird Suite") plus three of his swinging originals (highlighted by "Portrait of Stephanie" for his wife, singer Stephanie Nakasian). O'Brien has always been a very consistent player, so all of his occasional recordings are well worth picking up. This excellent outing is no exception.

Scott Yanow

Hod O'Brien - Ridin High [1990]

sábado, 17 de outubro de 2009

EM GNG!

"Isso de ser exatamente o que se é, ainda vai nos levar além."
(Paulo Leminski)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

DISTORÇÃO


Enquanto não fizer mal, continuo obedecendo. Ela me mandou postar assim no original:

"Estive em muitos lugares diferentes; conheci pessoas e paisagens esquisitas; conheci humanos, culturas, climas bizarros; e sempre senti a tua ausência em cada um desses recantos abençoados e malditos; Sei que você não existe - és um anátema de minha existência; contudo, sinto cada emanação de ar que provém de tuas células mitocondriais; o vapor de tua respiração, que indica-me que sim, estás vivo - perhaps, não para mim...
Pisco os olhos pintados, e deparo-me em transe - alguém estava a falar algo que não me convinha - e olho para você, e sorrio por dentro - não importa, estás sempre a repetir aquele discurso enfadonho e nauseabundo....
Penso naquele outro - que provavelmente, nunca mais pensará em mim - é um alívio e uma ironia, pois jamais imaginei que estivesse aqui, refletindo nesse lugar, sem você..."

O humanista rebelde interpretou ao feitio do outro - ele mesmo...

Estive em muitos lugares diferentes e conheci nas entranhas, pessoas e paisagens estranhas. Conheci bem de perto humanos. Rebanhos humanos. Cidades, culturas, climas bizarros, mas sempre senti tua ausência em cada uma dessas paragens abençoadas, malditas, mas singularmente familiares.
Agora sei que você não existe. És anátema da minha existência. Contudo, sinto cada emanação de oxigênio provinda de suas células mitocondriais. Células mitocondriais... O vapor de sua respiração, indica-me que sim, estás viva. Perhaps, não para mim.
Cerro os olhos marejados, e deparo-me lívido - alguém diz algo que não me convém, então olho pra você e sorrio por dentro - não me importa mais se estás sempre redundando. Aquele discurso enfadonho fez sentido finalmente.
Penso no outro que provavelmente não pensa em mim. É um alívio e uma ironia, porque jamais me imaginei aqui, refletindo neste lugar sem você.
No fundo, bem nas entranhas... No interior das mitocôndrias que respiram a dúvida, quem sou? Quem és? Quem, quais e quantos somos? Que diferença faz se não somamos?

domingo, 11 de outubro de 2009

BENNY CARTER (LIVE AND WELL IN JAPAN)



Caro sr. João ou John, está mais que na hora de render-lhe uma homenangem. Este disco que baixei há séculos, re-ouvi ontem e, mr., você tem tem toda razão: é dos melhores álbuns de jazz que se pode ter, ou em espécie no original de fábrica, ou genérico com capinha genérica ou em file de mp3. Não importa tanto a forma de se posuir, contanto que se conheça, que se ouça e se aprecie. Esta é uma homenagem singela ao cara que à distância influenciou o meu gosto pelo jazz. Repare, seu John que usei e abusei de toda a minha habilidade e influência, me aproveitando de um momento de distração do grande Benny Carter e tasquei-lhe um bilhetinho no bolso da camisa xadrez. Consegue enxergar o recado? ... Pois é, está escuro... E talvez a luz não favoreça... Mas lá estava escrito: Essa é pro sr. mr J. Lester.

Não importa ser considerado repetitivo: não há como não voltar a falar sobre Benny Carter sempre que se ouve um novo disco do mestre, como Live And Well In Japan, gravado em 29 de abril de 1977 no Kosei Nenkin Hall, Tokyo. Não apenas pelas excelentes e longas jam sessions que esse álbum traz (a maioria com mais de 10 minutos de duração). Nem tampouco pelos memoráveis solos de Benny e dos demais músicos. Nem também pelo clima contagiante do público que perfuma o álbum com luz e frescor. O que me leva a cansar os leitores com mais uma resenha sobre Carter e sua capacidade de reunir com maestria um grupo tão perfeito e produzir uma música de beleza tão intemporal.

Com Benny Carter estão: Budd Johnson (soprano & tenor saxophones); Cecil Payne (baritone saxophone); Cat Anderson, Joe Newman (trumpet); Britt Woodman (trombone); Nat Pierce (piano); Mundell Lowe (guitar); George Duvivier (bass) e Harold Jones (drums). De quebra ainda podemos ouvir Benny Carter tocando, e tocando bem, o trompete e Joe Newman cantando, e cantando bem, uma homenagem a Louis Armstrong. Confesso: um dos melhores discos de jazz que já ouvi. Vale muito à pena colher no pé esse fruto maduro e suculento e cair no paraíso ...

John Lester (Jazzseen)

sábado, 10 de outubro de 2009

JJ JOHNSON!!!






Texto fonte: Clube de Jazz

James Lewis "J J" Johnson, um dos pilares do bebop dos anos 40 e 50, trouxe uma nova forma de expressão ao trombone com sua técnica de execução, muito acima da harmonia e andamento convencionais. Ele acabou com aquela idéia de que o trombone era arcaico e deveria ficar restrito ao jazz do velho swing ou do estilo de New Orleans.

Johnson mostrou, na realidade, que o trombone não era menos presente ou articulado como o saxofone. O álbum de Johnson pela Blue Note, “The Eminent Jay Jay Johnson, Vol. 1”, prensado em 1953 contava com o jovem trompetista Clifford Brown e outros notáveis, sendo considerado até hoje, como um marco do jazz moderno.

Jay Jay nasceu em 22 de janeiro de 1924, em Indianápolis. Bem cedo ele já estava atuando com Count Basie e Benny Carter. Estabelecido em New York, Johnson tocou em clubes de bebop e gravou com Sonny Rollins, Bud Powell, Hank Jones e Max Roach. Participou dos combos liderados por Dizzy Gillespie e Illinois Jacquet até o final da década de 40.

Uma parceria em grande estilo com o também trombonista Kai Winding perdurou de 1954 a 1956. Depois que cada um tomou o seu caminho, Johnson formou quintetos durante os anos 50, mas também participou de notáveis sessões musicais com Tommy Flanagan, Elvin Jones, Stan Getz e Oscar Peterson.

Johnson excursionou com Miles Davis e Sonny Stitt no início da década de 60, mas ao alcançar renome como compositor e arranjador decidiu se instalar em Los Angeles depois de 1970. Jay Jay permaneceu ocupado com filmes e shows de televisão por um bom número de anos, mas não se esquecia de seu papel como músico de jazz, gravando um álbum de vez em quando.

Em 1983, Johnson voltou ao cenário international do jazz com a realização de um álbum, profeticamente chamado de “Things Are Getting Better All The Time”, uma obra prima da execução do trombone, trabalho que ele divide com Al Grey. Num domingo, mais precisamente a quatro de fevereiro de 2001, J.J. Johnson veio a falecer e a nos privar de sua brilhante arte.


J.J. JOHNSON (THE EMINENT JAY JAY JOHNSON, VOL. 1) 1953


J.J. JOHNSON (THE EMINENT JAY JAY JOHNSON, VOL. 2) 1955


J.J. Johnson + Al Grey - Things Are Getting Better All The Time
[1983]

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A pedidos...


Estou me despedindo de ti...com toda a força, coragem e segurança que o vinho pode fornecer...suspiro fundo e sinto que com isso, lágrimas quentes e salgadas rolam pela minha face, criando "senderos" que juro que nunca mais serão criados...por tua causa.

Estou bêbada, mas nem tanto...Caro amigo, sorrio triste para aquele adeus q não poderá mais ser postergado. Pelo menos da minha parte, eu sabia que esse momento chegaria...e até que demorou um 'poquito más..."


O que dizer para ti? Não há palavras breves, tampouco belas, para uma despedida curta e amarga, que condiz com a ressaca que terei no dia seguinte.


Deste-me provas de tua amplidão tátil...do jogo do corpo, da sedução, que por tão cega não quis assentir. Pago por isso, é justo. Contudo, repreendo-me e refaço a promessa:

NUNCA MAIS.

Texto da amiguinha querida Laurinha...

Lauria, tá publicado.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Eu no papiro.


Olhe só rapá, o futuro até pode ser bom, pensado assim do presente, mas o passado, bro, se passeado, tem lá os seus infinitos encantos. Se o presente anda meio sem graça, dá teu toque, cara! Sem um toque teu, és, serás... e já eras estatística, antes!... Mesmo antes de nascer, quis dizer. Posição que qualquer desqualificado fogueteiro, disputa - na base do "ora veja, jacaré, logo eu que me achava surfando tanto!...".

Mas já se houver um bom piloto no seu plano de vôo, seuZé, dá até pra seqüestrar um OVNI... "Ah, eu já fui abduzido uma vez..." Sim, e daí? Sequestrou a nave? Então tu ainda tá (disputando vaga) na lista das estatísticas. Escolhe uma: a dos animais cobaias ou a dos viajandões pirados? O barato, cidadão, é descobrir que estás cheio de vocês aí dentro. Tudo aninhadinho... Aí sim! És, serás, um coletivo de possibilidades! Um magic bus lotado de quem/Who* imaginar! Mas, jamais - na língua do cabra diz-se jaméééééé - desconsidere aqueles que te antecederam. Jaz ali algo que de tão valioso... na hora de desenterrar, depois de séculos, é preciso estudo e um exército muito qualificado. O que, cá entre nós, é mayke bem mais caro.


Mumificou, Indiana?


Esse sou eu no papiro de mais velho. Caiu a ficha, 50 anos depois daquele spitz esperto, ultrapassar a barreira inexpugnável do shangrilah do desejo realizado. Do passado, já que ainda não estávamos lá, aconselha-se a fé de que nos originamos de uma viceral e apaixonada trepada. Cuide de esquecer papai e mamãe de um jeito cândido... naquela santa (o)posição um ao outro.


Afirmação que renderá mais um parágrafo. Pode parecer bobagem, mas um dia, renomado geneticista provará que a filosofia cristã, em todas as suas falhas - e acertos, tbm, pq não? - já está amalgamada ao nosso DNA. Então, vamo combinar que esta é a parte mais importante do meu papinho cabeça: se somos produto de pecado - todo cristão nasce, vive e morre em pecado, daí a culpa automática - pecado e culpa nos acompanharão, por mais hypado que se acredite ser. Lembra do "ora veja, jacaré, logo eu que me achava..." bla bla bla? A fé não é feita de achares ou mesmo acreditares piamente n'Algo ou Alguém. A fé é efeito das descobertas indelevelmente impressas e só a ti, a teu modo e compreenção, reveladas. Daí a fé renasce. Renascida, sim, porque ela nunca esteve fora da gente, só nos orbitava em estado latente... É quando o hypadão, assume aquela pose d'O Pensador de Rodin, concluindo que... até que aquele são tomé, no altarzinho do brechó, pode ficar da hora, no meu closet... Sem culpa pode-se até ganhar uma boa grana com a novidade. Já que já não vives em pecado e culpa... Que mal há? No fim das contas, é tudo imagem e semelhança, fé não é. Não à toa, neste ambinte tão propício, há um mundão de spitz (mais) espertos produzindo, com marketing agressivo, fé, numa espécie de linha de montagem para outro universo de estatísticas ambulantes comprar. Essa fé executiva é molinha de se achar. No varejo, em pequenos brechós - uns até bem intencionados no início - ou no atacado temploshopping Sacolão da Fé, a partir de irri$órios 1,99 - a sacolinha.


Isto posto, a saga continua.


Fui.


* vade retro!..., digo, vá direto aos comentários.


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Olímpia!

video
Baba, bobo.

Eu sei. Não é lá muito higiênico. Mas, aqui... Vocês vão ter que me engolir!

Logo depois: Tranquilão.


Tranquilão com consciência.

Agora todo o cidadão carioca tem que ser atleta também. E juiz. Pra fiscalizar o surf parlamentar no tsunami de verba que vem por aí. Atenção! Não é para lamentar depois, hein! Bom.

Minutos antes... Vai vendo...



O cara tá tranquilo...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Agora só daqui a 35 anos!



Gary Higgins [Second] 2009

A pedidos, digo, imposição, o link desta postagem foi deletado por Decisão Major Capitalista Arbitrária do Estado - de calamidade cultural que a todos nos cerceia. A casa se ressente mas acata.


... A cata de mais e melhores blues, jazz, mpb, rock, folk, tango... Sem rare baba nem axé babá...

Se os super cult Six Organs of Admittance não tivessem gravado uma versão de Thicker than a Smokey, tema incluido no álbum School of the Flower de 2005, é muito provável que Gary Higgins tivesse permanecido no esquecimento a que foi relegado desde o lançamento de Red Hash, quando decorria o longínquo ano de 1973. Cantor e compositor de música folk, pode dizer-se que Higgins teve uma vida atribulada, fechando, ele mesmo, as portas a uma carreira que, a se avaliar pelo único disco que gravou em toda a vida, se apresentava cheia de promessas. Red Hash, que antes da reedição em CD era disputado por coleccionadores que se dispunham a pagar pequenas exorbitâncias por um dos raros exemplares em vinil disponíveis - na altura do lançamento apenas foram colocadas no mercado três mil cópias... Originalmente, à época, um álbum, na verdade, gravado na correria, em 40 horas, antecedendo meses ao encarceramento de Higgins, durante 1 ano, para cumprir pena por porte e venda de haxixe. Se os temas compostos neste álbum não bastassem para fazer dele um ponto de paragem incontornável para quem aprecie música folk, todas estas peripécias, por si só, fariam de Red Hash um disco muito especial. Mas, evidentemiente que o disco não foi escolhido só pelo passado 'bad boy' arredio do autor. Aquela obra (Red Hash) dizia tudo sobre o mundo fumarento em que o cantor vivia então.


Ainda em Red Hash, o tema dedicado à baleia é uma celebração da liberdade reconquistada, mas a verdade é que no fim da história a que dá voz a dita morre e este pioneiro sai de cena no mesmo ano em que entra, para só agora
em 2009 gravar mais uma obra prima, o Second. Agora com uma agenda de concertos que está a ser a consequência do sucesso daquele velho LP de antanho, que, nunca perdeu o prazo de validade. Tanto Red Hash quanto o Second são álbuns essenciais históricos para a memória da música popular americana.

Mas para que tal acontecesse e Red Hash saísse reeditado em CD pela Drag City e visse a luz do dia, houve um homem que se desdobrou em iniciativas para encontrar Gary Higgins nas listas telefónicas do Connecticut, enviando cartas a todos quantos homônimos que existissem sobre o solo daquele estado americano: Zach Cowie. A sua investigação foi coroada de êxito, para nossa felicidade. O ditado é véio, mas não custa insinuá-lo, o que é do homem...

video

Gary Higgins (Seconds) 2009

O Silvio Santos Saudita...



Ê... Oi! Agora vem pra cá, vem pra cá, vem pra cá... Mostre o seu cofrinho, mostre o seu cofrinho do Baú da felicidade... Em dia! Então, se você está em dia com o Baú... Se você está em dia com o Baú da Felicidade... Você... Ahai! Ganhooou! Oi! Um supositório bomba do milhão! Vem mais pra cá, vem mais pra cá, vem mais pra cá.... Deixa eu colocar, deixa eu colocar, deixa eu colocar... Ê... Oi!


Ui!


Coloqueeei!


Ahai! Oi! Agora vai pr'Alah, vai pr'Alah, vai pr'Alah...

sábado, 26 de setembro de 2009

Pink Turtle (Pop In Swing) 2009



Nota de rodapé [de valsa]: Pra curtir muito esse albinho, edite o mano. Desconsidere a dor e atenha-se só a delícia de ser o que é. Quem se leva a sério é juiz.


O SEPTETO FRANCÊS PINK TURTLE, que se apresentou ontem, sexta feira, 25/09, na Praça do Papa (BH/MG), durante a primeira edição do festival I love jazz. - evento centrado no chamado jazz tradicional, da primeira metade do século 20 - promete fazer um dos shows de maior apelo popular do evento. Conversar a sério com o pianista Jean-Marc Montaut é complicado, pois o que ele revela é uma história um tanto ou muito mirabolante. Mas a brincadeira é para lá de divertida: “O Pink Turtle - segundo Jean-Marc - é uma banda criada no início dos anos 60 que terminou na década de 70 e retornou agora, em fins da primeira década do século 21. Tocamos nossas músicas mais obscuras, como Billie Jean, Yesterday e Highway to hell, que compusemos de brincadeira, entre um show e outro, mas só depois é que elas se tornaram conhecidas, quando foram gravadas por dedicados astros do pop como Michael Jackson, Beatles e Pink Floyd.”

Essa história eles contam durante os shows, onde também reinterpretam, em swing, bebop ou bossa nova, outros clássicos da música pop com, segundo eles, artistas mais sortudos. Gente como Stevie Wonder, Supertramp, Bee Gees, Rolling Stones, Eagles e Carlos Santana. E como a trajetória do gênero foi escrita em inglês, nunca houve releitura do pop francês. “Quando estamos no palco, prestamos muita atenção na plateia. É divertido reparar as pessoas ao ouvir a nossa música sorrir assim que reconhecem, e começar a dançar felizes da vida! O que importa se foram os pops que nos farão conhecidos agora? - continua Montaut.


FONTE


Não é nada não é nada, é uma deliciosa maneira dos iniciantes no gênero, injetarem um pouco de jazz em suas vidas. No caso, como reza o conceito do I Love Jazz [BH], o mais tradicional jazz que há. "Afinal, segundo Montaut, no original, os hoje hits, foram pensados exatamente assim como os executamos agora." Nisso, do tradicional jazz, os franceses do Pink Turtle são absolutamente fieis às raízes. Pode acreditar.


Pink Turtle (Pop In Swing) 2009

domingo, 20 de setembro de 2009

Uri Caine plays Mahler (Urlicht - Primal Light) 1996


Poucas pessoas, pouquíssimas, tentam fundir música clássica e jazz e conseguem. O pianista multiuso Uri Caine e suas vicerais interpretações das obras selecionadas do compositor clássico do século 19 Gustav Mahler são incríveis. É claro que contar com um grupo craquíssimo ajuda muito: o trompetista Dave Douglas, o violinista Mark Feldman, o clarinetista Don Byron, e o baterista Joey Barron, além do DJ Olive "riscando os pratos". Mas o melhor mesmo são os arranjos espertíssimos de Caine. Ele não só transforma Mahler em jazz, como penetra nas canções e harmonias e as usa como ponto de partida para criar uma síntese nova e inspirada da música do criador austríaco de Boêmia. Canções folclóricas judaicas, free jazz e violino clássico fundindo-se num todo que transcende as partes.


Dois dados curiosos a se destacar: na seleção que acompanha Uri Caine, estão, Arto Lindsay, parceiro de Caetano Veloso, David Byrne, entre centenas de colaborações das mais inusitadas e o bardo, Dean Bowman, fiel escudeiro do guitarrista David Fiuczynski no Screaming Headless Torsos.


The dream team:

Uri Caine: Piano, Arranger, Adaptation

Joey Baron: Drums

Aaron Bensoussan: Percussion, Hand Drums, Cantor

David Binney: Sax (Soprano)

Danny Blume: Guitar, Electronics

Don Byron: Clarinet

DJ Olive: Turntables

Dave Douglas: Trumpet

Mark Feldman: Violin

Michael Formanek: Bass

Larry Gold: Cello

Dean Bowman: Vocals

Klaudia Ladurner: Vocals

Arto Lindsay: Vocals

Joe Josh Roseman: Trombone


Uri-Mahler PART ONE

Uri-Mahler PART TWO

sábado, 19 de setembro de 2009

VIVER A VIDA (um eterno ser ou não ser)


Sei lá, sei lá, vai ver eu sou um burguesão...
Sei lá, sei lá......... Na certa o culpado é o Leblon...

Tanan nã nã nã tã tan; Tanan nã nã nã, tã tan... vai daí...

Ô, Toco, foi mal. Mas não fui eu que comecei, hein.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Norton Buffalo (King of the Highway) 2000



Se fizeram rock melhor, hoje, desconheço.

Essa, de última ou primeira hora, vai dedicada ao Luquinha. Que corra louquinho pela casa, como é de direito. E pela esquerda, e laterais - como profissional do esporte de azucrinar os adultos. - e ainda assim, deixá-los felizes. Dirão todos é da idade... Mas depois, que seja campeão pelo FLU! É da personalidade.

E, também, pra ACABÁ com essa idéia - tola idéia - de só jazz, só soul, só samba, só funk, ó só, sócó: Isso é sinal de grandes limita-sons.

Discaço, seu Érico pai, feliz toda a vida!, de um rock e bluesrock de raiz, típico pra brindar o encontro. Tá intimado. E se decidir passar dessa pruma melhor, sem ouvir, considerarei uma desfeita.

Norton Buffalo (King of the Highway)

Norton Buffalo (King of the Highway) Two

video

Nada sei/sabia sobre Norton Buffalo, só sei/entendia por " FONTE " confiável. Um excelente blog que não se prende a estilos e só apresenta música boa & grandes raridades. Já estou na audição do 3º álbum do Buffalo. E o vídeo fecha uma idéia do que se vai conhecer. Pra quem curte... Delicie-se.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

SOUL EYES




... ??? !!! ...

Me abstenho! Deixa os gringo se abestá...


BENNY BAILEY - SOUL EYES:
A tremendous document of the American expatriot jazz scene in Europe during the 60s -- and a record that features unfettered live work from trumpeter Benny Bailey, saxophonist Nathan Davis, pianist Mal Waldron, and bassist Jimmy Woode! The quartet are matched with drummer Makaya Ntzhoko and percussionist Charly Campbell in a set of 4 long tracks that are all original compositions -- played with a fire, imagination, and intensity that's simply amazing -- and which makes the record one of the greatest ever straight sets from the MPS catalog of the 60s. There's a sense of freedom and soul here that easily matches Davis own work for MPS -- and a level of open-blown spirituality that foreshadows Bailey's excellent recordings for the Ego label later in the 70s. The whole thing's great -- with a depth that American labels might not have even accomplished at the time! Titles include "Prompt", "Soul Eyes", "Ruts, Grooves, Graves, & Dimensions", and "Mid-Evil Dance".


© 1996-2009, Dusty Groove America, Inc.

BENNY BAILEY - SOUL EYES:
Superb LP from live concert in 1968 with Nathan Davis, Mal Waldron, Jimmy Woode etc. Listen to the great "Soul eyes". Original stereo issue with record number SB 15158 without tree logo as this never came with tree logo. LP in splendid shape with just minimal hairlines only visualy from strong light. Cover has wear to the corners and tiny writing inside the foldout giving details about the song titles.


www.recordmania.net/

BENNY BAILEY - SOUL EYES:
Benny Bailey mérite beaucoup d'attention. Il a longuement promené sa trompette en Europe. Il faut l'entendre auprès de Phineas Newborn en 58 à Stockholm, auprès d'Eric Dolphy à Berlin, en 61 et ici, en 68. Les compositions et le phrasé de Mal Waldron font toujours merveille et la lecture que le combo donne ici de son Soul Eyes est tout-à-fait insolite.
La prise de son est excellente

Ormond Florent (http://www.amazon.com/)


SOUL EYES ONE

SOUL EYES TWO

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Nataliya Lebedeva, Igor Zakus & Alex Fantayev - Paints [2006]


Essa dica eu pãei lá no Jazzseen. Uma das poucas Casas jazz (& vinhos) a recomendar artistas que ainda nem existem. Isto é, inexistem pra nós, reles mortais. Mas dessa vez eu triunfei sobre eles. Tipo, enquanto destacavam só o baixista Igor Zakus, não se deram conta da pianista, Nataliya Lebedeva... E, como vêem aqui temos os ambos, em trio agora, contando o batera Alex Fantayev - roubando a cena. Enfim, zoação a parte, a parada aqui é seríssima. Jazz maiúsculo, musculoso mas muito bem articulado que, em princípio dá aquela 1ª impressão de coisa cerebral européia mas aos poucos, bem de mansinho, vai se aclimatando aos trópicos, até colorir quase tudo de um som sincopado, cheio de uma sensual latinidade, embora discreta - ou por isso mesmo! E aí pediu 2ª audição. E se pediu 2ª audição, é porque é muito bom!

No fim, pra mim é um trio nada frio de feras que só não aportou no olimpo do gênero, porque vêm de tão longe, que ainda falta um pouco pra chegar. Qualquer hora tão estourando por aí.

Artist (trio): Nataliya Lebedeva, Igor Zakus, Alex Fantayev
Title Of Album: Paints
Year Of Release: 2006
Label: Comp Music
Genre: Jazz, Piano
Total Time: 53:28 min

TRACKLIST
-----------------
01-Paints [05:25]
02-I Should Say [04:05]
03-Romance [06:36]
04-L.F. [05:22]
05-Orange Colored Snow [06:04]
06-Hands of Tree [03:32]
07-Moonshades [07:53]
08-Deep in Your Eyes [04:15]
09-Something Inspiring [04:11]
10-Ballad of The Silent Sea [06:05]

Nataliya Lebedeva – piano
Igor Zakus – bass
Alex Fantayev – drums
Special Guest:
Artyom Mendelenko – soprano sax

video

Nataliya Lebedeva, Igor Zakus & Alex Fantayev - Paints [2006]

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

LUCKY THOMPSON (SORTE NOSSA)




Quem são esses gênios?

A gente escuta a música, se encanta, mas geralmente, tem a tendência de considerá-los, os músicos, algo virtual que fica na mídia. Quando digo mídia, falo do objeto mesmo, CD, LP, fita cassete, o que for. A música está lá, o músico também, mas... - talvez seja esse o propósito -, o ser por trás da obra make se anula. Afinal, quem são as pessoas que tocam?

Bom, já tenho bagagem para considerar esse saxofonista o melhor do mundo. Na obrigação de disponibilizar sua música, com o cuidado (vai daí o texto não ser meu) de expor quem estava por trás da obra.

“Sortudo! Decerto o destino havia pregado uma peça de péssimo gosto naquele homem de cabelos desgrenhados e sujos, que vestia roupas em lastimável estado. Vagarosa, mas tenazmente, sua figura maltrapilha revolvia um grande container de lixo. Um velho par de sapatos bastante gastos e um sobretudo roto, com várias manchas de café e gordura nos punhos e no colarinho, emergiram daquela abjeta coleção de resíduos. Ele deu um arremedo de sorriso, calçou o velho par de sapatos – que, de qualquer modo, estavam em melhor estado que os seus – e pôs o amarfanhado sobretudo. Estava quase contente, pois o frio enregelava-lhe os ossos e dificultava ainda mais a sua já penosa caminhada. Manteve-se absorto durante alguns segundos e pensou que, assim como aqueles restos que jaziam inúteis no container, ele também havia sido descartado por essa mesma sociedade. O apelido de outrora jamais lhe pareceu tão zombeteiro. Não se demorou em tais pensamentos, pois seria um desperdício de tempo e energia. De fato, quando se extrai do lixo as duas ou três refeições diárias, filosofar acerca da vida e dos seus descaminhos parece ser um insensato exercício trivial. O frio de Seattle não perdoava hesitações. Alguns poucos minutos podiam fazer a diferença entre a vida e uma pavorosa morte por hipotermia. Acelerou o passo em direção ao seu velho conhecido Seattle's Columbia City Assisted Living Center. Se realmente tivesse sorte, hoje poderia tomar um pouco de sopa quente e, quem sabe, até desfrutar de uma pequena xícara de chocolate. As mesmas mãos que hoje revolviam, ávidas, os fétidos depósitos de matéria desprezada já se dedicaram a senseções muito mais nobres. Todavia, mesmo sobrevivendo das sobras apodrecidas, mesmo vagando sem rumo certo pelas ruas hostis, mesmo fazendo da degradação o seu improvável lar, mesmo dormindo ao relento ou nos desprezíveis abrigos onde outros miseráveis compartilhavam do mesmo sono dissoluto, ele ainda guardava dentro de si uma elevada dose de altivez.

Dos velhos tempos, ainda ficara intacta a proverbial sensibilidade. Enternecia-se com o pôr do sol e com o desabrochar das primeiras flores da primavera. Caso lhe fosse dada chance, ainda seria capaz de acariciar com a mesma doçura as palhetas do saxofone e extrair dali as notas mais sublimes que músico algum, mesmo o mais hábil deles, seria capaz de obter. Mas tal chance jamais lhe seria concedida outra vez.
Se a irremdiável frase de Tolstói é verdadeira, de que todas as famílias felizes são iguais, mas cada família infeliz o é à sua própria maneira, ele era a prova viva de que são inúmeras as possibilidades de infelicidade a que um homem pode ser submetido. Há a infelicidade que decorre do abandono, aquela que advém da doença, uma outra que nasce da solidão, a que provém de seus próprios demônios interiores, aquela que se origina das escolhas erradas e até mesmo a oriunda da perda de algum ente querido. Naquela figura alquebrada fizeram morada todas essas espécies de infelicidade. Ele era um homem frágil em um mundo incapaz de tolerar a fragilidade. Acaso fosse possível reescrever a própria história, talvez não tivesse retornado ao seu país em 1970. Teria permanecido em Paris ou em Lausanne, onde jamais lhe faltaram trabalho e respeito. Contudo, a fortuna não costuma bater duas vezes à mesma porta. Após longos quarenta minutos de uma estafante caminhada ele, finalmente, chega à sede do centro de assistência de Seattle.

O dia não havia sido bom para os outros infelizes da sua igualha. Havia uma grande fila para a sopa. Ele não se importava. Agregou-se àquele rol de maltrapilhos silenciosos e tristes e esperou a sua vez. Um vigoroso prato de sopa quente recompensou-lhe a espera. Entretanto, a xícara de chocolate que ele tão ansiosamente aguardara, e com a qual chegara a devanear enquanto estava na fila, não lhe foi oferecida. A janta havia acabado pouco antes de chegar a sua vez.

**********************

Se existe um músico que pode ser apontado como paradigma de toda a grandeza e de toda a miséria que cerca o jazz, esse músico atende pelo nome de Eli “Lucky” Thompson. Nascido em 16 de junho de 1924, na cidade de Colúmbia, Carolina do Norte, Lucky foi um dos mais melodiosos e inventivos saxofonistas da história do jazz e um dos precursores do uso do sax soprano. Espécie de elo perdido entre a velha escola representada por Coleman Hawkins e Don Byas e a nova escola proposta por Bird e Dexter Gordon, era capaz de transitar com absoluta naturalidade do swing ao bebop, com especial habilidade para tocar baladas. O primeiro revés veio logo aos cinco anos, quando perdeu a mãe.

Durante a infância e a adolescência, sofreu uma vida de privações, somente superadas quando atingiu a idade adulta e pode se dedicar integralmente à música. Tocou com Lionel Hampton, Slam Stewart e Billy Eckstine, em cuja orquestra conheceu Charlie Parker e Dizzy Gillespie – com quem também viria a tocar. Passou algum tempo na orquestra de Count Basie e, posteriormente, na de Stan Kenton.

Nos anos 50 firmou seu nome como um confiável músico de apoio, tendo gravado regularmente com Milt Jackson e participou de sessões com Thelonious Monk e Miles Davis.
Por sua versatilidade e pela impossibilidade de ser rotulado, Thompson é daqueles músicos que imprimem a força da sua personalidade em tudo o que fazem. Nas décadas de 50 e 60 residiu por longos períodos na Europa, mas jamais abandonou totalmente o país natal. No início da década de 60, outra grande perda: a morte da mulher.

Em 1965 cerrou fileiras ao lado dos Jazz Messengers, para a gravação do excelente Soul Finger, numa formação que incluía, além de Thompson e Blakey, os ótimos John Hicks ao piano, Freddie Hubbard e Lee Morgan nos trompetes. No ano anterior, havia gravado a sua obra-prima, o disco pelo qual será lembrado pela eternidade e mais além: o fabuloso Lucky Strikes.
Neste, ao lado de Hank Jones (piano), Richard Davis (baixo) e Connie Key (bateria), Thompson exibe a sua técnica invulgar e sua excepcional habilidade para as baladas em um álbum simplesmente irrepreensível, talhado para abrilhantar qualquer discoteca.

Usando o sax soprano e o tenor, esse músico ímpar constrói uma delicadíssima tapeçaria sonora, que começa com uma versão sublime de “In A Sentimental Mood”, em um clima de absoluto lirismo. O piano de Jones, melífluo e envolvente, emoldura o saxofone de Thompson com emotividade e discrição, características constantes desta sessão.
Thompson também era um compositor de mão cheia. Exceto a já mencionada “In A Sentimental Mood” e “Invitation”, todas as outras músicas são de sua autoria.

“Fly With The Wind” é um bebop clássico, acelerado e cheio de variações harmônicas, com o sóbrio Connie Key emulando Art Blakey, mas sem perder um átomo da sua enorme categoria.

“Mid-Nite Oil” e “Mumbba Neua”, com seus andamentos serpenteantes, poderiam ter sido compostas por Monk, impressão reforçada pelo piano de Jones, que em momento algum resvala na obviedade.
A elegância do saxofonista – quer do ponto de vista da execução, quer da composição – extrapola os níveis habituais de excelência na quase balada “Reminiscent”, um dos pontos altos do disco. Nesta faixa, a integração entre o saxofone e o piano atinge o ápice, ao mesmo tempo em que o baixo de Davis e a bateria de Key, embora discretos, são um exemplo perfeito da importância de uma sessão rítmica à altura dos solistas.

“I Forgot To Remember” é uma balada emocionante, com discretas citações à não menos bela “Tangerine”, na qual Thompson pode exibir sua técnica soberba. Da mesma magnitude, mas com um acento de blues – e um solo de piano magistral – a lindíssima “Prey Loot” é outro grande momento do álbum, que encerra em grande estilo com a suingante “Invitation”, de Bronislaw Kaper, que em alguns momentos parece exalar uma certa fragrância latina, em grande parte graças à excelente intervenção da bateria de Key.


Contrariando o apelido, Eli Lucky (sortudo) Thompson viveu e morreu sob a égide de uma sucessão de tragédias. Ele, que jamais se amoldou aos ditames da indústria fonográfica, foi, pouco a pouco, submergindo em um oceano de solidão e demência. A partir da década de setenta, outras tragédias vieram a se abater sobre ele. Desfez-se do saxofone para pagar dívidas e perambulou por diversas cidades dos Estados Unidos e do Canadá, até se fixar em Seattle. Ali, viveu na indigência quase absoluta, até ser acolhido pelo Seattle's Columbia City Assisted Living Center, em 1994.
Nessa época começou a apresentar os sintomas do mal de Alzheimer, doença que finalmente o arrebataria em 30 de julho de 2005. Uma vida atribulada e um fim indigno para um músico de tão extraordinário, mas completamente coerente com a sua trajetória de vida. O trágico e o sublime, a degradação e a glória convivem como faces de uma mesma moeda.”

Texto Érico Cordeiro.

Art Blakey & Jazz Messenger (Soul Finger) 1965

Lucky Thompson (Lucky Strkes) 1964

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Tenorio Jr. (Embalo) 1964


Bem amigo, queres saber quase na íntegra a história do músico Tenório Jr, que em 1976, viajou à Argentina acompanhando – para acompanhar, ao piano, shows de Vinícius de Moraes & Toquinho – e nunca mais voltou? Vá direto à fonte. Lá, no clique do link, lê-se também sobre este disco postado. Infelizmente, aqui não se vai tratar desse assunto. Depois, na volta, se Deus Misericordioso.Com Aceitação, fechar seus olhos pro lado de k da força, o link aqui estará te esperando.


Mais abaixo no Sônico, ouve-se mais Tenório Jr. O que será sempre um imenso prazer, dividí-lo com você.


Por hora, no meu microcosmo circular recorrente, vou analisar porque não se encontra mais álbuns como estes 2 (super-citados e postados), na praça. Direto ao ponto:


Não tem mercado pra eles? Não. Claro que não, pra Q? Ou melhor, para quem?


Não há o interesse em mexer nesse vespero. O mercado raciocina: “é o que o público, este que está aí, quer? Evidente que não! O que o povão quer é a música de consumo rápido e de produção a toque de caixa, que nós executivos, pais do mercado, atenciosamente dedicamos a eles.


Lembras de uma canção de Zé Ramalho? Êh, vida de gado. Povo marcado. Povo feliz!


Entendeu o "marcado"? Se entendeu, você não serve ao mercado. Calaro que não era pra entender!


Tem mais uma que curto muito:


(...) "Eu sou a música da gente quando nua e crua
Escorro do nariz do pobre quando ele se assua
Sou Carolina na janela desejando a rua...
Com a solitude eu ando acompanhado
Cada virtude minha é um pecado

Varejeira come lixo feito creme chantili
Qual mistério tem aí?
E qual lição eu aprendi?"


Essa de Guinga & Aldir Blanc. Título, "Sete estrelas".


Então, se você vai nas poucas lojas de discos que ainda sobrevivem, você tem duas opções. Ou são aquelas especializadas em música de qualidade (com os preços, obviamente, ajustados a essa categoria e a qualidade de um consumidor limpo e bem vestido), geralmente dentro de livrarias como a Saraiva, Travessa... ou vai ao lugar que o seu poder aquisitivo e a sua necessidade te arrasta: Americanas , Casas Bahia, Ricardo, Casa & Video... Nelas, você entra e o que estará tocando naqueles auto-falantes em alto e bom som? Ivete Sangalo, Calypso e congêneres, certo? Não está certo, mas é o que é. Em compensaçããão (adoro as compensações!), nas telas das tevês de plasma da loja, estará passando vídeos/DVDs, adivinha de quem!?... Sabidão de papai! Claro! Na ordem invertida, mas Calypso & Ivete, idem, idem. Papai capital já decidiu isso antes pra você, filho. Lembra? Logo que você nasceu, papai foi trabalhar, mamãe foi pra lida no tanque e nós o deixamos entregue a sua querida rainha dos baixinhos... Então...


E agora, papai?


E agora é o caralho! Aliás, papai... é a...


Bom, deixa eu me calar, sabe... Agora você já é um marmanjo! Pensando o quê? Que é mole de viver? Não há 3ª via pra você, não, operário! Ponha isso embaixo do teu capacete em sua marretada consciência! E depois compre um Melhoral, qué melhor e não faz mal, se lhe doer as idéias. Porque o barato desse pai patrão é te manter comprando e ocupado! Nós te fornecemos a doença e até, se merecer, o barato da cura. Cachaça! – não necessariamente nesta ordem, claro... No fim e ao cabo (pro caso de você se apaixonar), o nosso maior negócio é que permaneças quieto, ordenado, ordenhado, estabulado, enfim, gado produtivo e feliz! Sorvendo lixo como creme chantilly. Qual mistério tem aí?.................. Burro pra carái....


Mas se você é abastado e conhece de cabo a rabo (mais o rabo) as artimanhas do Capital, é claro, que a essa altura, pulou a parte chata de ter que ler e já está escutando no Embalo o seu Tenório Jr, certo?... E nem se dignou ir no link indicado porque sabe da missa mais da metade. Só não sabia onde achar digrátis o álbum em questão. Então não está mais lendo esse prego do blog que bate em várias teclas pra insistir no mesmo assunto. Aliás, essa alma existe?... Você existe? E gosta de Tenório Jr?... MPBossa nova?!... Se sim, tens o poder! Então, além de fazer o copo aqui ao lado escrever "babaca", eu mereço, rogo que sejas sabichão o suficiente pra entender que não é por você que me dou esse trabalho. Desde a 1ª postagem, nunca foi.


Tenorio Jr. (Embalo) 1964


No fim das contas, Abraços, aos dois. Um pro bem amigo, outro pro amiguinho da onça.

Tico da Costa (Latente) 1983



Ele tem um jeito de cantar que lembra muito Antônio Nóbrega. Mas um estilo ainda mais singelo e naïf, como a arte tipicamente produzida no nordeste.

Infelizmente, para saber dos acontecimentos sobre os artistas da real música popular brasileira, é necessário se ter tempo e um computador, porque a informação não me chegou pela grande imprensa, mas, em detalhes, pelos blogs, ou, de Nova Iorque, como foi o caso aqui. Lucas Mendes informou no Manhattan Connection. Delicioso paradoxo. Pra saber sobre a cultura popular foi necessário estar ligado num dos programas mais burguêses da televisão...

Vítima de câncer morreu no início da tarde de sábado, 29 de agosto, o cantor e compositor Tico da Costa, 57 anos.

Ele estava internado no Hospital Onofre Lopes desde o final de julho quando sofreu um acidente vascular cerebral.

Casado com Sara Fracchia, pai de três filhos, Tico da Costa morou oito anos na Itália, onde gravou sete de seus 16 discos. Natural de Areia Branca, desenvolvia um importante trabalho de divulgação da Música Popular Brasileira na Europa e nos Estados Unidos.


Tico da Costa (Latente) 1983

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

d'Os & d'A$


OS COBRAS: Corria o ano de 1963 quando um grupo de artistas, craques da música instrumental brasileira se enamora e se junta em torno de uma idéia. Modéstias a parte, auto-intitulam-se "Os Cobras" e dão luz a um único herdeiro. Batizam o filho legítimo de O LP.

“Parla!", bem poderiam dizer, a exemplo de Michelangelo, ao perceber que arquitetaram uma das obras mais importantes e fundamentais da história do samba-jazz.

Cobras? Manja o escrete: Milton Banana (bateria); Tenório Jr .(piano); Raulzinho (trombone); Zezinho (baixo) e Hamilton Cruz (trompete)

Participações especiais:
Pascoal Meireles (sax-alto, flauta, arranjos), PauloMoura (sax-alto, arranjos), Maestro Cipó (sax-tenor, arranjos), Jorginho (sax-alto, flauta), Aurino (sax-barítono), Ugo (vibrafone), Roberto Menescal (violão), Carlos Monteiro de Souza (arranjos)

A produção ficou a cargo de Roberto Jorge, a supervisão com Maestro Zaccarias e a direção artística seria de Paulo Rocco.

O que mais dizer?........Obrigatório, Imprescindível.

Os Cobras - O LP [1963]

Meio século dispois...

AS $OBRAS: Corria - desabalado - o século 21, quando um coletivo de duplas (à moda junina pode-se considerar formação de quadrilha?), se incorpora em torno de um plano e entitula-se "OS CABRA". Ligeiramente prenhes parem O DVD - deu no Fantástico.

...

Bem, já essa é uma outra estória. Ficção ou não, baseado em fatos reais, é melhor deixar quieto.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Paolo Conte (The Best of) 1998



Paolo Conte nasceu em Asti, Itália, a 6 de Janeiro de 1937. Desde menino, começou a cultivar o que ainda hoje são as suas grandes paixões: o jazz americano e as artes visuais. A escrita das suas cancoes já começaram numa idade avançada, no início com seu irmão, Giorgio Conte, e mais tarde como compositor isolado. Formado em Direito, dispendeu grande parte da sua vida como advogado. No entanto, entusiasta do jazz, foi inspirado não apenas pela vida diária, mas também pelo cinema e pela literatura compondo músicas baseadas em livros e filmes. O seu estilo jazzístico delicado e acústico, incorpora frequentemente elementos latinos nativos tais como o tango, o samba e o quadrille.


Nos anos 60, o seu estilo, altamente original, tornou-se popular com as vozes dos cantores mais famosos da altura: “Coppia più bella del mondo” e “Azzurro” foram cantadas por Celentano, “Insieme a te non ci sto pie”por Caterina Caselli, “Tripoli 69 por Patty Pravo, “Nuvole de Messico” por Enzo Jannacci, “Genova por o noi” e “Onda su Onda” por Bruno Lauzi, entre outros.


"Em 1974 um album intitulado “Paolo Conte” foi lançado, seguido por outro no seguinte ano com o mesmo título. Representam o seu princípio da carreira como cantor de suas próprias cancoes. Mas foi somente em 1979, com “Gelato Al Limon” que o público começou realmente a conhecer e apreciar Paolo Conte. Em 1981, o lançamento de “Paris Milonga” foi marcado por um dia inteiro dedicado a seu trabalho, organizado pelo Clube Tenco em Sanremo. Em 1982, foi lançado “Appunti Di Viaggio”. Em 1984 Conte lançou um outro album intitulado “Paolo Conte” que lhe trouxe a fama internacional e a possibilidade de se internacionalizar. O fruto desta excursão europeia é o registro vivo intitulado “Concerti”. 1987 era o ano de um novo projecto: “Aguaplano”, um duplo álbum seguido por uma digressão pelo mundo (França como habitualmente, mas também Holanda, Alemanha, Áustria, e mesmo os Estados Unidos da América), e participações nos mais importantes festivais mundiais de jazz. Depois de um interregno, interrompido pelo lançamento de um novo álbum ao vivo “Paolo Conte Live” (1988), produziu o que é considerado um de seus albuns mais proeminentes, “Parole d'amore scritte a la macchina”, que revela um lado despercebido do singer-songwriter, cheio de ideias musicais novas. Com o “Novecento” em 1992, retornou a seu estilo clássico, seguido de “Tournée Live” em 1993, e em 1995 lançou o álbum mais maduro de sua carreira, “Una faccia in prestito”, produzido brilhantemente com a sustentação de uma equipe first-class de músicos profissionais. 1996 o álbum, “The Best Of Paolo Conte” foi lançado não somente nos países usuais, mas também, para a primeira vez, nos Estados Unidos da América.


Sua digressão americana de 1998 transformou-se num enorme sucesso. Durante esse ano, “Tournée 2 foi lançado como uma continuação do seu álbum ao vivo "Tournée Live", e inclui cancoes nunca cantadas ao vivo. No ano 2000, Conte terminou “RazMataz”, um projecto com que sonhava há mais de vinte anos: um conto no jogo musical, em Paris dos anos 20, que combinam Europa velha e música negra. Depois da edição do CD musical, é lançado “RazMataz” em DVD onde o autor utiliza cerca de 1800 desenhos e aguarelas suas, obras que também fazem parte de várias exposições pela Europa."


Texto fonte


Uma boa maneira de descobrir um artista raro de país sem maiores tradições na música dita pop contemporênea - embora o termo esteja um tanto distante daqui -, é ouvir uma compilação caprichada. A partir disso, decide-se se gosta e se vale a pena correr atrás das obras citadas ou dela completa. O fato é que a refinada música de Paolo Conte atiçou-me a curiosidade. Eu mesmo serei um daqueles que vou querer ir atrás de ouvir bem mais do que acabo de conhecer nesta boa coletânea. Estou só no começo ainda.




Paolo Conte (The Best of) 1998



video

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

COBRA VERDE (COPYCAT KILLERS) 2005 E OUTROS DESABAFOS (Não necessariamente, nesta ordem)



Ontem foi um dia de cão. Pela vez (negritado que é pra frisar) tive que trocar minha impressora nova por outra 0 bala. Tudo, claro, patrocinado, só os transtornos, pela HP (Hewlett-Packard do Brasil) que é mais criativa do que as outras -
no quesito criar problemas. Não! Problema nenhum comprar um aparelho que só funciona, no máximo, 7 meses!... Problema nenhum, ter um aparelho que ao invés de imprimir, almoça, janta, banqueteia-se de papel! Problema nenhum comprar um aparelho e no dia seguinte levar ao fornecedor, e levar outro e outro e outro, 5 vezes seguidas! Poxa, é necessário pagar 400 reais pra amarrotar papéis? Faço isso sozinho desde bebê!... Enfim, para o trabalho de carregar e descarregar impressoras no balcão, eu não vou de táxi. Não sou esposa do Luciano Hulk. Vou de cata-corno mesmo. Com uma caixa do tamanho de um bonde! Até Botafogo, ali, devidamente atendido com descaso, entrego a última que não funcionava, essa última das últimas, nem ligar ligava, para trocar por outra – as duas últimas trocas, foram numa espécie de lojinha autorizada. Uma reinvenção de posto do INSS da HP.

Ontem, nesse posto, tive o prazer de conhecer pessoalmente reagindo, o roqueiro Toni Platão, ex-Hojerizah, definitivamente hojerizado com a HP, soltando cobras e lagartos pelas ventas com o serviço (des). Nervosão, porque estava de táxi, e não podia esperar - taí a desvantagem do taxi... Queria ele, num toni... digamos, levemente, "sabe com quem está falando”, ser atendido antes de nós,
demais mortais... Segundo ele... palavra de Platão, abre aspas: comprou um aparelho para facilitar-lhe a vida e agora só tem apurrinhação... E avisa (aí foi num crescendo) AO SEU GERENTE, QUE AMANHÃ, NO PROGRAMA DE RÁDIO DE MAIOR AUDIÊNCIA DO RIO DE JANEIRO, QUE EU VOU ACABAR COM ESSA HP DO BRASIL!!! Fecha aspas. E eu fiquei lá, sentado no banquinho de espera do INSS das impressoras muito impressionado, com a ira de Platão. Pena ele, na raiva, não divulgar o nome do programa de rádio de maior audiência do Rio, eu queria acompanhar ele acabar com a HP do Brasil...

Já que divulguei pro mundo a minha (só dei carona pro Toni) insatisfação com a HP e o modelo
C 4480 de lá, façamos justiça: o atendimento do 0800 é correto. Acabo de receber deles Hewlett-Packard, um e-mail, perguntando se foi tudo correto. Sim, de 0800 vocês estão dando um banho!, o caso da impressora não funcionar é mero detalhe depende só de alguns poucos ajustezinhos. É tipo o caso Fluminense. Troca-se diretoria, tecnico e equipe que dará tudo certo.

Outra coisa: no e-mail anterior, quando eles, HP, mandam os números do atendimento para serem apresentados no posto do INSS das impressoras, retornei com a seguinte proposta: "Para compensar todos os transtornos e prejuízos decorrentes de 5 trocas consecutivas, seria elegante da parte de vossas excelências que o equipamento retornasse com dois cartuchos cheios. É o mínimo para compensar tamanha perda de tempo"... E a HP sabe, melhor que todos nós pessas físicas, o quanto "tempo é = a dinheiro". Vejamos o que acontecerá.

Na releitura, acabo de perceber que escrevi "pessas" físicas em vez de pessoas. Ato falho interessante. Neste mundo dos negócios capitalistas selvagens, o que somos senão peças de reposição, numa engrenagem de propulsão mecânica em lugar de um coração?

Bem, amigos da Rede, esse foi o meu desabafo, mas teve também o lado lúdico. Como vou de cata-corno (ônibus, pra quem não conhece a expressão idiomática) balançante, me distraio no engarrafamento – do Leblon a Botafogo, uns 8 quilômetros numa linha reta. Conforme o dia da semana, é-se capaz de levar uma hora. O trânsito do Rio está longe de ser retinho. Enfim... Do que falava? Ê laiá!... Ah! Do cata-corno: entãããão... Eu, pra distrair, vou ouvindo uma musiquinha. Ontem, antes de ler Platão, já prevendo o que me esperava, decidi ir de rock nas orelha - cafaca entre os dentes, comme il faut. E é aí que entra o COBRA VERDE (COPYCAT KILLERS), como assim, roqueiros do Brasil varonil? Nunca ouviram falar, carái? Não há um blog desses seus antenadíssimos que se encontre uma postagem dessa banda toda boa na medida? Na medida da rebeldia, sarcasmo, diversão, beberragem, sacanagem, ironia, porngrafia levada, esporrenta... tudo na medida! E vocês,
nada?

Bom, então esse véio faceta, traidor do movimento que agora só posta jazz, mas que se diverte nas adversidades - afinal, nem chega a Proteu -, tem o prazer de vos apresentar Cobra Verde! E não me venham com aquela idéia tolinha de (mal)dar duplo sentido ao nome! Principalmente, usando da minha pessoa generosa, para pôr em dúvida a minha sexualidade!... Roqueiro que é roqueiro, se não gostar dessa cobra, está de mal com a vida. Prestes a ser um ser Platão irado doa rádio do programa de maior audiência blá blá blá do Brasil. Pobrezinha da HP...


Pra não me dar por injusto coloco aqui a única menção honrosa sobre a banda em português (de Portugal) - que encotrei na Rede: "Copycat Killers, é um magistral álbum de covers. Quando você mergulha em si descobre o registro único de reinterpretações de músicas (lado B) de Rolling Stones, Hawkwind e The Fall, bem como clássicos de New Order e Donna Summer..
"

E eu vos digo, só a primeira faixa "Get the party started" já vale o álbum todo que é phodão.

Bom, penso assim, se não encontro blog nacional postando nada e não encontro um clip sequer produzido (não falo de filmagem de fã em show) no youtube, a banda é muito obscura! Noentanto na Modern sound daqui do Rio, encontra-se, praticamente a discografia dos caras. E no allmusic muita informação. Então pra mim essa banda desaparecida é um grande mistério. Vocês hão de concordar que as deduções são óbvias. A descobri já lá se vão uns 5 anos (CV existe desde 1995). Passeia pelo reino do Glam, Hard e Punk. Baixei e encontrei no soulseek, fácil fácil, todos os álbuns. Acabo de saber que há um lançamento fresquin 2008 "Haven't Slept All Years" que já estou baixando. Não. Não é a 8ª maravilha do mundo, mas o que me desperta a atenção é o fato da obscuridade desses caras. Tive o cuidado de deixar um bonus de autoria da própria CV já que este álbum é só de covers, a música chama-se Conflict e aí, quem nunca ouviu falar vai entender do meu espanto dessa faixa não tornar-se videoclip, música de trabalho... Até porque nesse mundo dos negócios, capitalista e selvagem, o rock só escapa com muita rebedia e atitude! E aí voces podem também entender, como eu, que talvez, os caras pensem que pertencer ao mainstream pode ser um pé na saca. Que uma banda de rock só precisa ser o que é, chinfra, diversão e gozo. E que assim, simples assim, ainda pode ser muito melhor do que grandeloqüências pedantes como esse tal de Oeisis, por exemplo, que incensam por aí... Este sim, como a 8ª maravilha do mundo. Aqui abro uma sentencinha só para dizer...: deus como eu NÃO suporto esses irmãos Gallagher, promovendo a discórdia como forma de auto-promoção. E esse papo de se considerar uma espécie de novos Beatles, putz...

Na bronca, gerei duas sentencinhas.
É CV na cabeça, véi! E fim de papo Kleber & Loureiro.

Sobre a banda no allmusic.


Cobra Verde (Copycat Killers) 2005

Ah! Em tempo, por falar em Kleber e Loureiro, no fim do dia (de cão), teve Fla X Flu. Que pena, se a vice versasse, tinha ao menos uma disputinha de pênaltis pra dar uma emoção aquela pelada baranguda.

Tira o tubo


Bebi já pra não ver bem. E quando fizeram 1 a 1, apaguei.

Acordei na ressaca e com uma infeliz conclusão...Caramba, meu timin não consegue vencer nem o Framengo... Tá fei a coisa.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Ensaio sobre a burrice



Acordo de manhã, ligo a rádio CBN – aquela que só toca notícia – e me deparo com a última da minha primeira hora do dia, “aspas”, na Universidade Federal Fluminense estão sendo executados os seguintes trotes: as calouras consideradas “barangas” saem a rua para arrecadar dinheiro para a beberragem inveterada dos veteranos. Já as consideradas interessantes, são obrigadas a fazer sexo oral com os marmanjos.


A questão aqui não passa nem mais pelo absurdo crime hediondo de assédio sexual seguido de estupro. Mas, como?!!! duas pessoas em sã consciência arquitetam tal plano, sem a noção de que este tipo de punição (trote) para calouros (porque punir futuros colegas???) vai acabar em cadeia severa!? Observe, leitor que eu disse duas pessoas em sã consciência. O caso aqui não é este. Trata-se da resolução de um grupo universitário muito mais numeroso do que somente duas mentes brilhantes!


Com vocês, um trecho pinçado do "Enigma Profético" de Rabelais (1483/1553):


(...) Tanto nos homens sem fé, como nos verazes, pois todos seguirão a crença e o estudo da estúpida e ignorante multidão, da qual o mais boçal será o juiz. Que horrível e fatídico dilúvio! Sim, digo dilúvio e com motivo, porque essa luta não terá mais fim.


"Enigma"?


Traduzindo: Uns dizem que a extinção da espécie será pelo fogo, outros, pela água. Pra mim o fim já é, mcdonaldicamente, uma realidade batida e pasteurizada: o fim vem sob a forma de sorvete, bro, na testa dessa rapazeada.


Rabelais: para muitos grandes escritores, François Rabelais (BIO), foi o maior dentre todos! Foi também amigo de Nostradamus. Agora pense sobre o escrito e me diga, quem é, também, o grande profeta?


Bem, sobre as fotos acimadas, não é preciso ser um gênio para entender porque as escolhi para ilustrar o texto.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

??? !!! "..." *


Pois é, Um que tinha.

* Existe um mundo melhor, mas é caríssimo!

Sua Excelência A Candidata



Se desistir dessa bobagem de criacionismo obrigatório nas escolas, tem todas as chances comigo. Vem que eu sou facinho (com gente honesta)! Hoje em dia basta ser honesto. Rouba mas faz é o K... (complete a linha pontilhada ou, tu o dissestes).

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Bolsa Família é isso aí!


Sente-se full? I feel full to. Eis o mito de PTzsifu!

Agora só falta aquela cocacola toda...
Calma que a Dona mãe do Pac ficou de buscá.

Ah!, e sabe pq tá pesada desse jeito? Porque, nunca na história deste país, as massa foram tão enriquecida.

domingo, 16 de agosto de 2009

Chet Baker & Crew - 1956


Quer se acabar nas drogas, amigo? Só faça-me um favor: seja um gênio ANTES. Necessariamente nessa ordem. Aí todos... Todos, não, o mundo vai ficar confuso com você.


Em compensação............. morreste de overdose. Final point pá tu. Vê lá de cima a perplexidade que criastes, que remédio?


Chet Baker & Crew - 1956


Putz! Que discaço! Esse vale uma vida inteira errante.


Chet Baker: Trumpet, Vocals

Peter Littman: Drums

Bill Loughbrough: Tympani and Chromatic Tympani

Bobby Timmons: Piano

Phil Urso: Sax (Tenor)

Michael Cuscuna: Liner Notes


Em tempo (super-tendência da estação): as drogas de hoje em dia não valem mais à pena, meu camarada. Nenhuma! Tipo assim, extase é jogada de marquetingui. Melhor viver só de temoso. Toma juízo, bro! Não dá onda mas faz um bem danado pros Brônquios. Vai por moi.

Harry Edson and His Orchestra (Sweets) 1956


Tradução livre: Matt Collar (allmusic.com)

Harry "Sweets" Edison é dos jazzistas mais bluesistas do século 20. O trompetista construiu sua sólida carreira sempre refletindo uma estética "artesanal" e o senso infalível de swing em suas interpretações. Gravado em 1956, Sweets é o álbum fundamental de sua carreira. Ex-integrante da big band de Count Basie e no auge de sua habilidade, com astros como o saxofonista Ben Webster, o guitarrista Barney Kessel, o pianista Jimmy Rowles, o baixista Joe Mondragon, e o baterista Alvin Stoller... Repleto de blues, o álbum é um verdadeiro manual prático do swing .

A faixa "Hollering at the Watkins" traz Edison em um de seus solos perfeitos, marca registrada sua. E como é bom ouvir Kessel tocar no estilo Tiny Grimes... Mas não são só os blues que chamam atenção, mas baladas como "Willow Weep for Me" e "Love Is Here to Stay," que demonstram a maturidade clarefeita do artista...

Harry "Sweets" Edison tira o máximo de cada nota, como seu ex-patrão Count Basie. Edison, é imediatamente reconhecível logo nas primeiras notas. Tocou em bandas de Columbus e depois em 1933 integrou a Jeter-Pillars Orchestra. Após dois anos, em St. Louis, Edison mudou para Nova York onde se juntou a Lucky Millinder e em junho de 1938, Count Basie, aí ficou com esta clássica orquestra até o rompimento em 1950. Durante este período, ele tocou em muitas gravações, participou em 1944 do Jammin' the Blues e ganhou o apelido de "Sweets" dado por Lester Young devido ao seu timbre. Nos anos 50, Edison fez turnês com Jazz at the Philharmonic, morou em Los Angeles, trabalhou como músico de estúdio (tocando com Frank Sinatra – que era exigente de sua presença em seus discos). Edison também gravou um excelente álbum de dueto com Oscar Peterson. Foi um dos poucos trompetistas de swing influenciado por Dizzy Gillespie, e comandou sessões ao longo dos anos para Pacific Jazz, Verve, Roulette, Riverside, Vee-Jay, Liberty, Sue, Black & Blue, Pablo, Storyville, e Candid, entre outros. Embora tenha se ouvido falar pouco dele durante os anos 80 e 90, Edison ainda é capaz de dizer mais com uma nota só do que muitos que andam por aí. Esse morreu velho e sábio em 27 de julho de 1999, aos 83 anos.

Qué V? Isso aí, v pra acreditar.

Harry Edson and His Orchestra (Sweets) 1956

video

E pra quem não pode ver por aqui, o endereço direto do youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=RlX0b-AJWz4

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Re re re...


Deve haver nessa repostagem uma maldição e uma benção – a benção eu sei que há. Disse-me ontem um amigo, em meio a latas na mesinha de centro, que se você quer exaurir até a extinção algo que não valha a pena existir (pessoa, entidade, empresa, sentimento...) qualquer coisa que te faça mal, não cite mais o nome dela(e). Nunca. Quando for lembrar e principalmente antes de falar trave, não fale. Então estarás contribuindo para um fim definitivo do objeto de mau agouro. Faz muito sentido. Imagine, por exemplo, se toda a população brasileira decidisse nunca mais dizer o nome do atual presidente do senado. Todos no Maranhão, todos no Amapá... Todos em todos os estados da república. Aos poucos, em fade-out, aquele serzinho abjeto desapareceria da face da terra. Faz muito sentido. Pense a respeito.


Prosseguiu o amigo, agora com mais latas vazias sobre a mesa - portanto, também, mais entusiasmo -, que na Argentina eles têm uma espécie de formalidade, um tipo de sanção moral. Chama-se “Escracho”. Uma pessoa escrachada pela população está literalmente só. Senta-se num restaurante e todos que estiverem à volta imediatamente se afastam; no táxi, o taxista abre a porta, vê de quem se trata e bate a porta deixando o escrachado de pé na calçada... Numa peça de teatro ou cinema, a mesma coisa, todos saem de perto. Na Argentina? Fiquei meio na dúvida. Será? Me parece uma prática meio talibânica... Mas, pense, leitor, para quem merece realmente a defenestração pública também me pareceu uma medida para lá de eficiente! Vamos lá, imaginemos a teoria aplicada aquele cínico medonho das Alagoas que presidiu o senado e foi a pouco afastado da presidência (mas não do poder absoluto); a um ex-presidente da republica aloprado e furioso rangedor de dentes, agora de volta ao senado... Ou aquele que diz que não dá a mínima para a opinião pública... Sinceramente, é muito provável que assim se extermine um... aquela doença, com a qual o nosso bravo vice-presidente da república José Alencar está lutando.Algumas pessoas são aquela doença!


Tudo bem, fica chato de explicar desse jeito, sem ir direto ao ponto, mas se a gente se acostuma, faca fácil de adotar e, pense no lado prático: a justiça não dependeria mais dessa nossa lei vendida, vendada e muito bem paga, brandindo a espada tresloucadamente, só mutilando os monetariamente já aleijados como eu e provavelmente sua excelência, o pobre.


Como vês, entusiasmei-me com a idéia! Ao menos hoje, passei a adotar a filosofia. Por quanto tempo não sei, só sei que tentarei lembrar de esquecer o nome de meus piores desafetos... Por exemplo, reposto esse álbum essencial - relembrado make ao acaso nos comentários do amigo Pituco noutro blog que frequento e agora não cito pq não quero envolver ninguém nessa iniciativa. Fui conferir e o link já havia sido deletado, há quanto tempo não sei – mas, muito provavelmente por uma certa empresa responsável pela cassação de alguns e artistas que posto aqui (não só aqui como noutros blogs, claro) como o Pat Metheny, “Day Trip”, o “Pink Moon” do Nick Drake - este, mal cheguei a postar, no primeiro dia de postagem logo, já havia ameaças da tal empresa de caça, ameaças de pesadas multas que estavam rastreando meu endereço, etc, etc... Há também, a censura mais recente, "Combo!" do Henry Mancini. Postagem deletada até o talo (texto). Tudo. Desapareceram - o Blogger “desapareceram” - até com uma 2ª postagem que era uma tentativa de explicação do porque não insistiria mais em postar o Mancini.


Ah! Há também um babaca!... O babaca eu posso citar porque é só mais um, que denuncia os links para a empresa caça-links. Assim, tipo, sem nada a fazer da vida, depois de masturbar-se pela manhã, um bócio passa o resto do dia visitando blogs e dedurando possíveis artistas protegidos pela firma caçadora. O que ganha com isso? Talvez uma certa satisfação fugaz que nem ele entende bem o que aconteceu. Foi prazer? Ele se pergunta. Aí ele se masturba novamente e volta a denunciar os blogs... Esse tipo de gente sofre da deficiência do prazer. Essa uma teoria minha agora, de improviso. Pessoas assim não entendem o que é o verdadeiro prazer então insistem em qualquer sensação. E foda-se. Eis um termo muito utilizado! Quando eu afirmo que tem gente demais nesse mundo, as pessoas me acusam de nazifacista...


Enfim, neste caso - caso BbT é caso sério pra mim - radicalizei. Um texto longo que não diz uma palavra sobre álbum e artista, mostrando apenas o que interessa: a capa. As pessoas inteligentes - a elas dedico não só a postagem, mas o blog - saberão o que fazer. Mas aviso aos navegantes. O babaca está a solta! Corram mais! Apresso-me em dizer que o álbum está OUT catálogo no Brasil. Na Modern Sound aqui do Rio de Janeiro se encontra à venda, no Amazon também a $12, fora a taxas e impostos. E é claro que eu quero mais é que compre quem pode, mas muito mais que ouça quem não tem condições de adiquirir o original. Vejamos quanto tempo este link vai durar.


Em tempo, é evidente que citar o nome do artista atrai a inominável caça links. Então, negão do piano, BbT!, onde quer que você esteja, você tem o meu maior respeito. Tem em mim um fãzaraça!... Pra mim és grande! Seus discos imensos de tão bons! Eu sei o que é prazer em te ouvir tocar. A você que morreu aos 39 anos de idade desse hobby suicida, sinistro esporte radical de atirar-se de corpo aberto nos abismos da vida, um grande abraço! Eu te amo, cara.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

RAIVO TAFENAU - TAKE OF

Não, caro navegante louco por música, não será a peladinha que a seleção brasileira fará /já está fazendo/fez contra a Estônia, o evento que espera-se - de um louco por música -, venha a atrair a atenção para aquele pequeno país da Europa Setentrional. Mas... E este vídeo aqui?

video

Raivo Tafenau
Raivo Tafenau - one of the best sax players in Estonia has built up his reputation in Estonia, Finland and also Russia. He is a very accomplished saxophonist who has his own popular quintet recently featuring the wonderful vocals of Sergio Bastos from Brazil and Neda from Lithuania
The album with the Quintet featuring Sergio Bastos the Brazillian singer is called "Ice on Ipanema". It contains a very dancy upbeat first track and some emotionally charged songs which fuse the warmth of Brazil vocal emotion with the coolest of saxophones from Estonia. BurningCandle favourite is the 'hair on the back of the neck' Nuvens Gravidas.

Performances so far have been sell-outs, receiving standing ovations in concert halls and clubs alike! The Raivo Tafenau Quintet features:

Performances so far have been sell-outs, receiving standing ovations in concert halls and clubs alike! The Raivo Tafenau Quintet features:

Sergio Bastos, vocals (BR)
Petteri Hasa on drums (FI)
Ricardo Padilla, percussion (BR)
Ain Agan, guitar (EST)
Raivo Tafenau, sax (EST)
Mihkel Mälgand, bass (EST)

... E este disco de bossanova Estoniana?

Raivo Tafenau (Ice On I
panema, feat. Sergio Bastos) 2003

Camarada navegante, quando digo louco por música penso naquele tarado mesmo, que caça a perseguida onde quer que ela esteja ou seja. Numa busca quase frenética de descobrir, no caso, o que é que a estoniana tem. Vai que ela é boa, ela é gostosa... - essa vai em homenagem ao amigo Bruno da Bocaina.

James Williams with Ray Brown and Elvin Jones (Magical Trio 2) 1987


Nascido em Memphis (1951), James Williams além de pianista de apurada técnica é também admirável compositor e arranjador.


A carreira profissional começou cedo, aos 13 anos (1964), na soul music e no gospel, passando depois a tocar com músicos como George Coleman, Thad Jones e Richard Davis.

Com pouco mais de 20 anos, Williams já ensinava na prestigiada Berklee School of Music, em Boston... passando a tocar regularmente com Alan Dawson, Woody Shaw, Joe Henderson, Milt Jackson e Art Farmer.

O período mais importante da sua carreira ocorreu, porém, com o ingresso nos Jazz Messengers, de Art Blakey, grupo em que militou entre 1977 e 1981 e para o qual contribuiu com alguns temas originais.

Em 1987, Williams, Blakey e Ray Brown formaram o Magical Trio, tendo gravado dois álbuns fabulosos Magical Trio 1 e Magical Trio 2 - este que vos proponho a audição.


James Williams faleceu em 2004. 21 de Julho, aos 53 anos, vítima de doença hepática.


Este post é dedicado a dois mestres à toda prova no quesito gentlegiantiano "acquiring the taste": John Lester e Érico Cordeiro. Ao Lester fica um dos lemas muito itilizados na casa: verás que - neste caso - um díscípulo teu não foge a luta - neste outro - de descobrir músicos raros/excelentes por conta própria e risco (mínimo). Ao Érico... Ele irá entender porque esta postagem é quase uma provocação. Mas, Érico san, em compensação, o Magical Trio 2, você não precisará baixar.


James Williams with Ray Brown and Elvin Jones (Magical Trio 2) 1987

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Edie Palmieri (Harlem River Drive) 1971


A pessoa que é pessoa boa só vai entender da importância e preciosidade deste álbum, depois que baixá. Sem a menor paciência pra escrever resenha ou algo que me lembre algo que pareça sobre, só vos digo uma coisa... Aliás, duas... acho que é melhor 3: baixa, ouve e pira.

FONTE:

Chorus: Allan Taylor and Marilyn Hirscher
Piano: Eddie Palmieri
Saxophone (Soprano, Baritone): Ronnie Cuber
Vocals: Jimmy Norman
Produced by Lockie Edwards
Every track is played by different musicians like Victor Venegas, Bob Bianco, Charlie Palmieri (Eddie's broter), Eladio Perez and others.

ROULETTE RECORDS. 1971...

a1. Harlem River Drive (Theme Song)
Bass: Victor Venegas
Congas: Eladio Perez
Drums: Reggie Ferguson
Guitar: Bob Bianco
Organ: Charlie Palmieri
Timbales: Nick Marrero

a2. If (We Had Peace Today)
Bass: Gerald Jemmott
Drums: Dean Robert Pratt
Guitar: Cornell Dupree
Trombone: Bruce L. Fowler
Trumpet: Burt Collins

a3. Idle Hands
Bass: Gerald Jemmott
Congas: Eladio Perez
Drums: Bernard Purdy
Guitar: Cornell Dupree
Saxophone (Tenor): Dick Meza
Timbales: Nick Marrero
Trombone: Bruce L. Fowler

b1. Broken Home
Bass: Victor Venegas
Congas and Cowbell: Manny Oquendo
Drums: Nick Marrero
Guitar: Bob Bianco
Organ: Charlie Palmieri

b2. Seeds Of Life
Bass: Victor Venegas
Bass (Fender): Andy Gonzalez
Congas: Eladio Perez
Drums: Bernard Purdy
Guitar: Cornell Dupree
Guitar (Lead): Bob Mann
Saxophone (Tenor): Dick Meza
Timbales: Manny Oquendo
Trombone: Barry Rogers
Trumpet: Randy Brecker

Edie Palmieri (Harlem River Drive) 1971

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O meu 69 preferido...


Tudo bem que o outro é um recém 40tão mais famoso, classico desde que nasceu e tal, mas a minha posição é outra a respeito dos 69vis fora que com a maior honra do mundo completa os seus 40 este ano. E o meu, meu!, tem até bandeirola pra agitar do alto de sua capa e título pomposo. Vai venu! Ou melhor, lennum...

The Kinks "Arthur (Or the Decline and Fall of the British Empire)" Gravado em 10/10 de 1969.

FONTE

Um dos maiores representantes do rock britânico, os Kinks também foram protagonistas da chamada Invasão Britânica – um marco na história do rock, cujo estopim foi o desembarque dos Beatles no aeroporto de Nova Iorque, em fevereiro de 1964. O fenômeno foi responsável pela popularização de bandas inglesas na terra do Tio Sam, lançando no mercado americano não só os Beatles, como os Rolling Stones, The Who, The Animals, Yardbirds, Small Faces… e claro, os Kinks, uma das prediletas da casa.

Nascido das cinzas do Ravens em 1963, o grupo Kinks era composto em sua formação original pelos irmãos Ray Davies – vocalista, guitarrista, principal compositor e também a alma da banda – e Dave Davies (guitarra e vocais) e ainda Pete Quaife (baixo e vocais) e Mick Avory (bateria). Nem sempre tão lembrados como os Fab Four ou os Stones, mas tão importantes e influentes quanto, tocaram do rock and roll ao pop, passando pelo rhythm and blues, psicodelismo, country e folk. Com o single “You Really Got Me” em 1964, alcançaram o primeiro lugar na parada britânica, lançando as bases do hard rock.


O som dos Kinks pode ser pressentido principalmente através dos acordes potentes e distorcidos da guitarra de Dave e claro, nas sensacionais composições de humor refinado interpretadas por Ray, um autêntico cronista do modo de vida britânico e simplesmente um dos melhores letristas da história do rock. Legítimos “bad boys”, desenvolveram uma carreira cercada de polêmicas, envolvendo conflitos internos, agressões mútuas entre os músicos e condutas deploráveis em algumas turnês.


Nos Estados Unidos, após performances viscerais na tour de 1965, foram proibidos de pisar em solo americano até meados de 1969. Os motivos nunca foram revelados, mas o comportamento selvagem nos palcos, as desavenças com os promotores locais por causa dos cachês, shows inacabados ou cancelados e as confusões e brigas envolvendo os integrantes são alguns dos fatores que certamente contribuiram para que o veto ocorresse. A “doce” relação entre os irmãos Davies foi definida pelos próprios na música “Hatred (A Duet)”, do disco Phobia de 1993: “O ódio é a única coisa que nos une”.


Com uma carreira sólida que se estendeu até 1996, gravaram mais de 30 álbuns, alguns indispensáveis como a estréia homônima (64), Kinks-Size (65), The Kinks Kontroversy (65), Face To Face (66), Something Else By The Kinks (67), The Village Green Preservation Society (68), Lola Versus Powerman and the Money-Go-Round – Part One (70) ou Muswell Hillbillies (71), só pra citar alguns. O disco que escuto neste momento é sem dúvidas um dos meus favoritos: Arthur (Or The Decline And Fall Of The British Empire).


Lançado em 1969, Arthur era a trilha sonora de um projeto da TV Britânica que acabou não indo adiante, no qual Ray Davies colaborava com o dramaturgo e roteirista Julian Mitchell. Um álbum menosprezado pela crítica da época e atropelado meses depois pela ópera rock Tommy do The Who. Considerado ultrapassado e recebido de forma gélida pelos súditos da coroa, o long-play passou longe das paradas de sucesso e vendeu pouco, tornando-se um fracasso comercial do selo Pye. Algo que não dá para entender, já que o registro é simplesmente maravilhoso. Arthur marca também a estréia do baixista John Dalton (ex- Mark Four) como membro fixo, substituindo Pete Quaife, que preferiu respirar novos ares, montando a sua própria banda, o Mapleoak.


Obra conceitual retratando o declínio e a queda do Império Britânico pós Segunda Guerra Mundial, numa crônica debochada e miserável de Mr. Ray Davies. Um almanaque sonoro contendo uma coleção de críticas sociais e políticas das mais irônicas ao modo de vida britânico, em meio à reconstrução nacional do pós-guerra. O que se ouve são verdadeiros hinos detonando as guerras, o imperialismo, a monarquia reinante e o establishment inglês. Letras sarcásticas disparando contra a pequena burguesia, a decadência moral e econômica, o panorama desalentador da classe operária, o incógnito mercado de trabalho em outro país, lavagem cerebral e repressão institucional, vitórias e derrotas, sonhos e desilusões, o glorioso e o banal.


Faixas altamente pegajosas, embaladas por levadas empolgantes, numa sucessão de melodias e composições insuperáveis. Belos arranjos vocais, riffs memoráveis, orquestrações, naipe de metais e seção rítmica made Távola Redonda, com o quarteto mostrando porque era a mais inglesa das bandas inglesas. O que dizer de maravilhas como “Victoria”, “Yes Sir, No Sir”, “Some Mother’s Son”, “Drivin”, “Brainwashed”, “Austrália”… e eu nem cheguei no lado B do vinil. Não preciso falar mais nada… escutem e tirem as suas conclusões! Um chiclete sonoro… simples assim!!


Obra-prima à parte, outro motivo para postar esta resenha foi a confirmação, no último dia 5, de que a banda está voltando à ativa após um recesso de 12 anos. O anúncio foi dado à BBC de Londres por ninguém menos que Ray Davies, que afirmou que um álbum de inéditas já vem sendo esboçado, possivelmente para ser lançado em 2009.


Esse retorno, por sinal, vem sendo cogitado há alguns anos, mas foi adiado por conta do quadro de saúde dos irmãos Davies. Em 2004, enquanto Dave sofria um derrame cerebral, Ray era alvejado com um tiro na perna, após uma perseguição a assaltantes. Reestabelecidos, parece que agora o negócio é pra valer. Não foram divulgadas datas de lançamentos ou shows, mas uma coisa é certa: o retorno aos palcos será com a formação clássica.


Por enquanto, resta aguardar novas informações sobre a volta desta banda fantástica a versão vitaminada de Arthur lançada em 1998, com várias faixas bônus e que agora disponibilizo para download aqui no blog. Discoteca básica!


ou

Download: http://www.mediafire.com/?w2wfmn2qk0w